Tradição de festa e amizade
cumprida com todo o rigor
Na radiosa manhã do último Sábado de
Outubro, dia 27, como manda a tradição, os caminhos de muitos ex-alunos
verbitas conduziram ao Seminário do Tortosendo. A alameda de acesso estava
repleta de carros. Ao chegar cumprimentavam efusivamente os seus antigos
colegas e os conhecidos destas andanças. A concentração fez-se no largo entre a
capela e a porta da entrada principal. Formaram-se pequenos grupos que
conversaram com animação. Refira-se que o Agostinho Silva, veio
propositadamente da Guarda para cumprimentar os antigos colegas, pois tinha
outros compromissos que o obrigaram a partir. A animação era tanta que o
pessoal não deu pelo tempo passar. Foi preciso o Leonel avisar que estava na
hora da Missa.
A capela estava bem composta, tendo a
Eucaristia sido celebrada pelo Pe. Jerónimo e pelo Diácono José Joaquim
Pereira, de Pousade/Guarda, com o Leonel a acólito. Este ex-aluno proclamou o
Evangelho e fez a homilia, em que deu testemunho do seu percurso de verbita e
do caminho seguido até esta nova etapa ao serviço da Diocese da Guarda. Os
cânticos foram assegurados por um coro improvisado, com acompanhamento musical
do Madeira Antunes no órgão, Maurício, Ismael e Vítor Batista nas violas. O Pe.
Jerónimo saudou e deu as boas vindas aos presentes, desejando bom convívio. A
tradicional foto de grupo mudou de local, e desta vez foi no pátio.
No corredor de acesso ao refeitório estava
uma exposição do Dia das Missões, tendo algumas senhoras aproveitado para
adquirir alguns artigos, revertendo a receita para as missões. A Comissão
Organizadora, constituída por Ismael, Licínio, José Eduardo, Leonel e Trigais,
teve apenas uma semana para tratar da logística. O arroz à Valenciana estava
delicioso, e foi confecionado por Luís Costa, cozinheiro da UBI na Covilhã. De
salientar o trabalho incansável dos cinco elementos da organização, que
asseguraram um serviço de mesa impecável.
Passou-se Bar, onde decorreu a
animação ao som das concertinas do Costa (da Capinha), do Tiago e do Meleiro e algumas violas e as baladas do Maurício. O Magusto
decorreu no antigo campo de Voleibol, com o José Henriques no grelhador a assar
as castanhas com mestria. Algumas mesas de apoio foram deslocadas para este
recinto. O lanche constou de febras, entremeadas, morcelas e chouriços assados
com pão e vinho, que elementos da comissão e ajudantes colocavam nas mesas,
numa dedicação digna de registo. A animar o ambiente lá estavam os tocadores de
concertinas.
Já a noite caía quando se deu a debandada,
ficando apenas alguns resistentes que ajudaram nas arrumações.
Com base em dados provisórios, podemos
indicar que participaram 66 ex-alunos mais 31 acompanhantes, e três verbitas, num total de 100 pessoas. O número de presenças é quase igual aos
110 em 2010. Mas é inferior aos 138 de 2011, que foi excecional por ter havido
ponte com o feriado dos Santos, que muitos beirões aproveitaram para ir à terra
natal e passar o dia de Finados.
A divulgação do Encontro no Blog e Facebookdo Sabor da Beira, bem como no Lux Mundi, contribuíram de forma eficaz para o
êxito desta actividade. Bem-haja a todos, de modo especial aos participantes,
que são a razão de todo este esforço!
Um dia belíssimo em Oleiros
Um
grupo de 16 pessoas rumou a Oleiros para pernoitar no Hotel Santa Margarida.,
que abriu ao público em 1 de Outubro de 2012. De instalações amplas, tem um
ambiente acolhedor. Estava patente uma exposição de pintura e escultura do
António Colaço, a quem felicitamos pela arte e talento.
Apesar de saciados com o almoço e lanche
no Seminário, esperava-nos uma Ceia Beiroa. Com pão e azeitonas mais acepipes
variados, pudemos degustar o vinho Callum que é um típico branco desta zona,
novidade para a maioria dos presentes. Da ementa constava sopa de peixe do rio,
peixe frito de cebolada e depois foram surgindo na mesa vários petiscos para
saborear. A finalizar o repasto, um típico doce de medronho. O serão decorreu
com muita animação, conduzido pelo inigualável José Freire, que pôs todos a
cantar e a rir às gargalhadas com as suas pantominas. O grupo quis conhecer o
cozinheiro Leonel, comparecendo toda a equipa da cozinha e serviço de mesa que
foram aplaudidos. Já a noite ia longa quando recolhemos aos quartos para
repousar. Foi um dia intenso, pleno de alegrias e emoções.
Felizmente que a noite se pode prolongar,
devido à mudança para a hora de Inverno. A manhã foi aproveitada para conhecer
os arredores, e fomos até Álvaro, tendo visita guiada à Igreja Matriz e Capela
da Misericórdia, rica em ornamentação e história.
O ponto culminante da ida a Oleiros seria
o almoço-convívio de Domingo, que reuniu à mesa 40 convivas. Esteve o grupo que
pernoitou, mais o Madeira Antunes com um grupo de nove pessoas das Minas da Panasqueira, acrescido com os onze elementos do Porto que
acompanharam o João Carlos Lourenço. A completar o José Henriques com o Pe.
Jerónimo, mais o José Lourenço e um amigo. A ementa era de requinte com
entradas várias e pataniscas, seguindo-se bacalhau com broa e polvo cozido. Nos
pratos de carne: cabrito assado no forno, javali, galo na púcara e maranhos,
com guarnição de arroz de feijão, batatas assadas com casca e ervas da avó Beatriz.
Para degustação vinho tinto da Capinha, Fundão e branco Callum. A completar sobremesa
regional, café e aguardente de medronho.

Encerrou-se com a foto de grupo
frente ao hotel, já passava das cinco da tarde. Despedidas e saída, pois a
viagem de regresso ainda seria longa.
A quem não pode ir a Oleiros, fica a
sugestão de aproveitarem para conhecer numa próxima oportunidade.
António C. Pinto