Por: José Teodoro
O nosso amigo e ex-colega do Tortosendo
Luís Cerejo acaba de editar um livro de contos. Já fez a apresentação na sua
terra natal e agora é a vez de Castelo Branco, cidade onde vive e trabalha: no
próximo dia 19 de abril, na sua escola (Escola Básica João Roiz) e a 4 de maio,
na Biblioteca Municipal de Castelo Branco.
O universo dos quatro contos é a região
onde nasceu e vive, com epicentro nos Três Povos. Na Introdução, o Cerejo situa
o leitor:
…Três Povos é uma designação que não vem no mapa… nem consta
de nenhum documento oficial nem nos registos da polícia… mas existe e todos os
que lá habitam sabem que existe e que é assim que se chama.
Os que lá habitam sabem que nos documentos oficiais constam
outras designações, mas eles e os amigos e as pessoas das terras em volta e
todos aqueles que são importantes sabem do que se fala quando se diz “Três
Povos”.
É assim e pronto.
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Capa do Livro de Luís Cerejo |
Deixo-vos com um trecho do conto
“Camionete da Carreira”. Escolhi a parte em que o Cerejo escreve sobre o Tanã,
que eu ainda conheci cerca de 1990, quando lecionei na Meimoa, pois o Tanã era
rapaz de amplas geografias.
Andava sempre por ali, pelo Largo Central e
pelo Café Central que também era restaurante. A razão era simples: O dono do
café, o Domingos, tinha pena dele porque não tinha pai, a mãe era meio louca e
o pobre vivia sem eira nem beira à espera que alguém falasse com ele, lhe desse
um pouco de atenção ou de comer. Ou se calhar, por outra razão qualquer.
Pelo pormenor podemos reconhecer a peça: o Domingos, depois
de ter servido os clientes, chamava o Tanã, sentavam-se os dois à mesa e
almoçavam como dois bons amigos. O Domingos falava-lhe do Sporting que este ano
é que iria ganhar o campeonato e do Mané Fanã que era o melhor jogador do mundo
e o Tanã que não entendia as palavras mas compreendia muito bem o essencial das
coisas e das pessoas só respondia:
--
Minga, amigo! – e ria-se com alma pura de louco.
Quem quiser ler mais tem de comprar o
livro ao Luís Cerejo, pois é uma edição de autor.
Temos escritor!
Pela apresentação do Zé, estamos na presença de uma aventura fascinante, recheada das memórias da nossa juventude. Por se tratar de uma edição de autor, o nosso blog fica à disposição do Luis para poder publicitar o seu livro, dizendo como aqueles que o quiserem adquirir o poderão fazer. Zé, podes ser arauto desta mensagem ao Luís? Teremos todo o gosto e... mais do que isso, afinal para servimos?
ResponderEliminarÈ sempre com alguma nostalgia e saudade que lemos o livro do Cerejo.
ResponderEliminarPara mim que sou autarca dos Três Povos e companheiro das aventuras do Luis é uma honra para todos os
habitantes dos Três Povos.
Já estamos à espera do próximo livro.
De Fafe para o Luís Cerejo.
ResponderEliminarAcreditemos os dois que não nos conhecemos. Mesmo que eu tivesse estudado o meu 6º e 7º anos em Tortosendo entre 1969/71, não te reconheço. Mas tenho-te como colega, também pela parte do ensino, do qual me reformei no passado dia 1 de fevereiro.
Estas palavras são para te incentivar à escrita. Sei quanto é importante uma palmadinha nas costas pois já editei quatro livros com edição do autor, e sei quanto se perde. Outros estão no prelo, mas não com o meu dinheiro. Fazes bem escrever. Não penses daí tirar proventos,mas realiza-te.No fim do ano se sobrar 5 em vez de 10, continuas a ser o mesmo, mas não o és tendo escrito. O dinheiro vai, o livro fica.
Um abraço do
Artur Leite
O Cerejo é um gajo que está na maior, muito bem enquadrado. É um Cerejo entre milhares de cerejeiras. Vivências coimbrãs. Vivências lisboetas, mas não resistiu às cerejeiras floridas da cova da beira. Não resistiu ao aroma e à visão deslunbrante de quando se vestem de branco...O resultado está à vista. A amostra é boa.
ResponderEliminarAbraço do francisco barroso