

Ainda os últimos raios de sol não se tinham despedido e a sala já estava composta e acolhedora à espera de mais corações quentes, dos amigos aguardados. Não deixa de ser digno de uma nota especial e revelador daquilo que nos une, o exemplo de dois amigos que, pelo segundo ano, se deslocam de Castelo Branco ao nosso magusto em Lisboa, o José Januário (Peres) e a Sylvie, um casal simpático e amável que merece a nossa admiração. José e Sylvie, para vós a nossa admiração. São exemplos como estes que nos permitem pensar e dizer que vale a pena continuar a cultivar a nossa amizade. Ao João Marques e à Sandra, também quero dizer, foi bom ter-vos por cá, mais uma vez!
Quando cheguei, ao contrario do era de prever, a tarde estava amena e de sol. O Messias, já preparava as brasas para os grelhados que nos deliciaram. O Vicente, não sei onde, tratava das castanhas e como que por magia, desaparecia e aparecia sem perder "o fio à meada", para virar as castanhas. O Pinto dava os últimos toques na área do Secretariado da AAVD-sul, imparável como costume. Foram a alma da coisa.
O Sol, finalmente, rompeu!
O Sol, finalmente, rompeu!
Nota pessoal: Até aqui falei de factos, agora vou falar das emoções. Só posso falar, está claro, das minhas!
Apesar de tudo estar preparado e desenhado para ser um convívio franco, partilhado, sincero e amigo, na realidade, não foi assim que o senti. É costume sermos um. Reconheço que há figuras mais carismáticas e simpáticas para conjugar todos estes estados de alma. Mas, a decisão de aderir é individual e única e não são os formalismos que, per si, "fazem" os acontecimentos que cultivam a amizade. A entrega e a atitude dos que estão, cada um à sua maneira, são a festa. E, se os tempos e os espaços do convívio fazem parte do acordo tácito da nossa adesão.,ignora-los, sinceramente, perturba.