domingo, 14 de dezembro de 2008

S. NICOLAU II


Do que tu te havias de lembrar!

“Danado” tempo... nos tenros 9 anitos não sabia como acomodar tamanha “punição”. Não sei que falhas a valessem, tal era a carga emocional que lhe estava associada e nos era transmitida pela cumplicidade de toda a comunidade. Nunca mais, na vida – vivida, senti tamanha experiência, que mexesse tanto comigo, no corpo, no espírito e, sobretudo, na consciência.

Ainda hoje me pergunto, por que raio fiquei naquele estado? A quem teria, eu, feito tanto mal, para sentir aquela culpa e aquele medo de ser punido?

9 anos, faria 10 em Fevereiro!

Hoje, assumo este episódio, como uma espécie de “iniciação”, de excomunhão dos medos e dos preconceitos, que lentamente aprendemos a libertar. Era um ritual iniciático, fantástico, que nos conduzia à raiz de todas as questões – o bem e o mal, a vida e a morte, o acto e a consequência, a recompensa e a punição.

(O problema estava no “apito dourado”) – em quem decidia – porque haviam uns de receber prendas (....sabonetes, tesouras, corta unhas, escovas de dentes, pastas Colgate, recargas, papel cavalinho...) e outros, de receber a punição do “fogo do inferno”?

Mas, tinha que ser assim! Se não, não havia “Diabos Infernais”. Tinha que haver bons e maus, mortos e vivos, factos e punições...

Já viram coisa mais parecida com a vida em sociedade?

Foi justa a recompensa? Foi justa a condenação?

Também aprendi que há recompensas que nos limitam e condenações que nos libertam?

Obrigado S. Nicolau!

sábado, 13 de dezembro de 2008

S. NICOLAU


Todos os anos, por alturas do 6 de Dezembro (dia de S. Nicolau), me recordo da forma como a data era assinalada no Tortosendo. No ano de 1970, tinha eu entrado há poucos meses, foi terrível. Semanas antes, já a conversa dominante era a chegada do S. Nicolau, dos seus diabos e da morte (aquele esqueleto aterrador!!!). Então aqueles que se portavam mal, não era o meu caso..., tremiam com medo da condenação. Lembro-me de estarmos a jantar naquela sala que tinha o palco, apagarem as luzes e, entre relâmpagos e trovões, surgir um esqueleto movendo-se, subtilmente, com a sua gadanha. Aterrador!!!... Por sorte, nem esse ano, nem nos seguintes, fui um dos condenados e levados para o "inferno". Anos mais tarde, acabei por ser diabo e S. Nicolau. Ainda me lembro de, no final do discurso, dizer: "Diabos infernalis, ud statem apareatis". (Que me descumpem os "latinórios" pelos possíveis erros...).

Um abraço para todos

Rui Barata

JANTAR 30 de JANEIRO!




Parece distante! Não é?

Ora aqui vai a sugestão para o jantar, patrocinada pelo nosso "Tertuliano" Fernando Carvalho:

(Agora é só dizerem como preferem! Espero que este tema desperte o interesse para uma colaboração mais activa da parte de todos nós!)

Cabrito Estonado da Beira
Colaboração de João Pereira - Chefe de Cozinha

Ingredientes:

Um cabrito pequeno ;
15 dentes de alho ;
1 colher (sopa) de pimenta ;
1 colher (sopa) colorau ;
5 colheres (sopa) de banha ;
3 dl de vinho branco ;
Sal.
Confecção:

Limpe bem o cabrito.
Faça uma pasta de tempero com a banha, o colorau, os dentes de alho picados, a pimenta e o sal.
Barre o cabrito por dentro e por fora com a pasta de tempero.
Leve ao forno em assadeira de barro, se possível coloque a carne sobre uma grade feita com paus de loureiro (usados nas espetadas).
Enquanto assar vá regando com o vinho.
Sirva acompanhado de batatas assadas e esparregado

do Livro: Festas e Comeres do Povo Português
Editorial Verbo


ou desta maneira:


Ingredientes:

1 cabrito
10 ml de vinagre
150 g de toucinho gordo
100 g de banha
6 dentes de alho
sal
1 malagueta
1 cebola
10 ml de azeite
pimenta
salsa
vinho branco ou tinto
3 ovos cozidos



Confecção:

Quando se mata o cabrito, apara-se o sangue para um recipiente que contém algum sal e o vinagre, mexendo até arrefecer para não coalhar.
Se o cabrito se destinar a assar sem ser estonado, esfola-se. Para estonar escalda-se com água a ferver e pela-se (como se faz aos leitões), raspando-o com uma faca e um pano grosso. Esta operação faz-se normalmente por fases, isto é, mergulham-se as pernas e pelam-se; depois as costas e por aí adiante, até o cabrito estar como se fosse um leitão pronto a assar. Depois se abre o cabrito pela barriga, esvazia-se e lava-se muito bem, sem esquecer a boca e o nariz, onde por vezes se alojam insetos.
A fressura (fígado, rins, coração e bofes) põe-se numa tigela. Cortam-se as pontas das patinhas e do rabo.
Numa tigela, misturam-se o toucinho passado pela máquina, a banha, os alhos pisados, sal e malagueta. Com parte desta mistura, esfrega-se o cabrito por dentro. Entretanto, prepara-se o recheio: Corta-se toda a fressura em bocadinhos pequenos. À parte fazem-se um refogado com a cebola finamente picada, o azeite e a fressura e tempera-se com sal, pimenta (ou malagueta), salsa picada e vinho branco ou tinto. Quando este preparado estiver bem apurado, se junta o sangue e deixa-se ferver um pouco, mexendo. O preparado fica com aspecto de cabidela.
Retífica o tempero incluindo o vinagre, que pode não ter sido o suficiente. Fora do lume, juntam-se os ovos cortados em rodelas.
Recheia-se o cabrito e cose-se a abertura com agulha e linha. Esfrega-se agora o cabrito abundantemente com a mistura das gorduras.
Coloca-se num tabuleiro e leva-se a assar em forno bem quente, virando-o, de modo a ficar tostado por igual. Este cuidado é sobretudo necessário se o cabrito for estonado.
Come-se frio ou quente. Quando acompanhado com arroz ou, quando frio, com batatas fritas.

É só escolher... Agora é boa altura!

Abraço

FERNANDO CARVALHO
13 Dez 2008

ps. Como vêem, tudo está a ser preparado ao detalhe!

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Magusto Lisboa - Nov 2008

A crónica, certamente, será feita no Lux Mundi pela pena do nosso Daniel, muito melhor que eu o faria aqui. Mas, fica em aberto, se o Daniel quiser escrever qualquer coisa sobre o magusto ou o que seja... nem precisa de ser convidado. Este espaço também é seu.

Por gentiliza do Daniel vamos poder antecipar algumas fotos do nosso magusto deste ano, bem organizado, bem recheado e bem frequentado!

Ora vejam! Só falta colocar as legendas com alguns dos nomes dos participantes correspondentes aos números das fotos. Isso podem fazê-lo nos comentários ao post, eu, depois completo.



Foto 1
Estarei a ver bem? Sou mesmo eu, o Bitor Gapar!... - Vitor, lá estás tu... diz o Fernando Carvalho. - Há alguma dúvida? Diz o Vitor Baptista!

Foto 2
Este sei quem é! O amigo Oscar na "debulha"


Foto 3
De copo em "riste" Xico Barroso, à esquerda o Fernando Carvalho e o Zé Manel Portas, de costas à direita o Registo e a sobrancelha do Vitor


Foto 4
As damas e o cavalheiro: João Ferreira e esposa, a Cristina com o filho do casal Ferreira ao colo. Um fofo!


Foto 5
Bidarra & Bidarra (O copo tem sumo!)


Foto 6
Pinto, ao centro, vai identificar os restantes companheiros!

Foto 7
O Daniel, ao centro, vai ajudar-nos a identificar este grupo de amigos. (Minha senhora, não precisa de ter vergonha, estão todos muito bem!)
Foto 8
Fico a aguardar comentários sobre a exclusividade desta foto!

Isto saiu um pouco tipo Caras, OLA ou coisa parecida. Mas é diferente, ninguém nos pagou para ir à festa...

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Solidariedade e disponibilidade!


Foto:Presépio do Séc. XXI
Roubada aqui

Para além da amizade, camaradagem, cumplicidade que a todos nos une, também, a solidariedade e a disponibilidade, são valores que se desenvolvem (desenvolveram) entre nós. Fosse porque, faziam parte da visão do projecto missionário onde, na nossa adolescência, estávamos inseridos, fosse porque, "naturalmente, todo o homem é bom".

A solidariedade e a disponibilidade têm um problema em comum, a falta de tempo.

E, vamos fazer um teste com esta mensagem, para ver até onde chega a nossa falta de tempo neste Projecto! Primeiro, mostrando a nossa disponibilidade e, depois, apoiando (ou não) uma ideia solidária.

Ficou pelo meio de uma mensagem já publicada, mais ou menos ensanduichada, a ideia de apoiarmos, todos os anos, um dos Projectos Mãos Unidas. Retomo, de novo, a ideia porque a considero o motor solidário e que dará sentido missionário aos nossos convívios, mantendo, na origem, a chama acesa pelo motivo porque um dia todos nos conhecemos.

Era pois, importante saber, como se diz na mensagem se "em cada jantar, (podemos) reunir mais 1 euro, por participante. Esses euros, reunidos, ao longo dos jantares, serão depois doados a um dos projectos da SVD. Desta forma, libertamos as nossas consciências, de pensarmos (só) com a barriga e ajudamos a erguer algum projecto que terá muita oportunidade e utilidade para o povo que sofre e que é acompanhado por alguns dos nossos ex colegas"?

O problema vem agora! Dizer que estamos de acordo com o Projecto e que é uma boa ideia, não basta, é necessária a disponibilidade! Aqui entra a falta de tempo, aquela desculpa, eterna, que nos permite tudo.

Ora vejamos, se por falta de tempo não tivermos disponibilidade, a falta de disponibilidade não nos permite ser solidários,
logo, não sendo disponíveis nem solidários não vamos ao jantar.

Mas há uma boa notícia! O tempo que aqui vos falo, não é o "vosso" tempo (agora, os meus amigos já estão a pensar, o "gajo" endoideceu de vez - não estarão longe!).

É que o tempo que foi nosso... já passou!

Por acaso, existe por aí algum "senhor do tempo" futuro? De certeza, que não... Por isso a falta de tempo continua a ser a desculpa mais esfarrapada, que eu conheço, para o comodismo.

Organizemo-nos pois e o tempo será "nosso"!


Aceitam o desafio?
...respondam!


(Os comentários às mensagens já estão mais fáceis e operacionais, eram muito complicados de utilizar... já não são!)