segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Conversas à volta da mesa

Pois é, o Colaço, para além da visita que nos fez, deu-nos um "bigode"! Não foi o dele, que o levou, inteirinho, para sua casa.

Aqui vão mais uns dedos de conversa:


E, um "Vai de Roda"!

domingo, 24 de outubro de 2010

....há três ou quatro amigos, que são como irmãos!

Vitor Baptista

O António Colaço, afinal não veio apenas fazer uma visita de cortesia! Ajudou-nos, na sua discrição, a reflectir no sentido destes nossos encontros e desta nossa tertulia, de uma forma diferente. A minha surpresa esta manhã, quando visitei o animus, porque já adivinhava que iria encontrar alguma coisa diferente, foi uma entrevista "intimista" com o Daniel Reis, na pacatez do recanto que ambos partilharam durante o jantar.

A conversa foi correndo, confesso que as pedradas do Daniel (eu comparo as palavras às pedras - é a minha costela da terra do volfrâmio!), às vezes me acertaram em cheio e me fizeram o coração bater mais forte. Tomei coragem, e dei, de novo, o corpo às pedras, repetindo a dose. Assumo que não foi fácil, até porque o Daniel tem uma pontaria do caraças, não sei se em Bogas, com um pedaço de xisto acertava numa casa? Aqui, vos garanto, que acerta!

(Pensei) ....então, ando para aqui, com uns quantos... poucos, que para isto também não há quem, (não é Colaço?) a organizar umas reuniões, que têm umas, forma de jantar, outras de forma de almoço, mas que mais não querem do que trazer para o convívio as velhas amizades e este maduro saí-me com com uma destas? Ainda por cima para a "concorrência"? Fiquei chocado na minha puerilidade nestas coisas da amizade. Mas, usando uma linguagem mais taurina, há as chocas e há os choques, eu prefiro os últimos, sobretudo quando os enfrentamos de frente e com galhardia. As palavras do Daniel fizeram-me ressoar, qual sino da nossa aldeia, esse desafio para continuar a repensar a forma de fazer as coisas, deixando o espaço dos outros, ser o seu espaço, traçando/atravessando a intercepção dos círculos com cuidado e com respeito.
E, o que é mais importante, é que que ainda há três ou quatro amigos nesse círculo... e que o maior desafio é ir alimentando e fortalecendo esse e outros círculos a que cada um pertence.

Dany, uns dias atrás, "alcunhei-te" de <<O INEVITÁVEL>>... só agora percebi porquê.
Obrigado Colaço!

Reportagem e imagem: António Colaço

Convívio Valenciana II

Aguardando pelas prosas dos convivas, podemos já ver algumas imagens. É incrível como não consegui nenhuma foto do José Gil, que apareceu a pela primeira vez. Maldito tabaco, ou descuido meu? Gil... já tens um motivo para a próxima.... a foto!

Errata: no final deste video diz que nos reencontraremos sábado 31!!!! ATENÇÃO SÁBADO, É DIA 30! (Obrigado afilhado!... sempre alerta! Era para ver se alguém chegava ao fim do vídeo!!!!!)

sábado, 23 de outubro de 2010

Convivio na Valenciana

Enquanto não chegam as redacções prometidas e as fotos (provavelmente já chegou tudo... eu é que só agora posso dedicar-me um pouco mais ao acontecimento!), o nosso amigo António Colaço teve a amabilidade de nos fazer uma visita, como prometeu, e foi mais um dos nossos, de corpo e alma! Aproveitou para fazer uma fotos e uns videos e autorizou a su publicação aqui, o que desde já agradecemos. 
Respondendo ao Amaro, através do amigo Colaço podes já disfrutar de muito do que foi o nosso convívio e convido, todos, a visitar o animus!

Aqui fica um pequeno registo videográfico, amabilidade do Colaço, para memória futura (e o José Dias Gil está encantado a ver/ouvir o Zé (da Veiga) Freire mai'la sua sanfona) :


Imagem e som recolhidos pelo António Colaço.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Abílio e Jesus


José Miguel Teodoro
Boa descoberta, ZTP. E prosa boa de ler.
Duas notas (e uma extra) do meu caderno de apontamentos, sobre o Professor Abílio.
Primeira: Vi-me grego com o Latim, que só vim a finalizar com o hoje meu amigo AnónioVieira. Era impressionante, o professor Abílio –  além de outras habilidades, quando o pessoal tropeçava numa regra ou excepção, era ouvi-lo: “Gramáticas antigas, página X; gramáticas modernas, página Y”. Tiro e queda; lá estava; sem falhar uma, que eu saiba.
Segunda: Num dia de entrega das redacções de Português, um ano antes da grande guerra dos “Lusíadas”, a minha redacção ficou retida, facto que para este jovem recruta só podia significar asneira feita e reprimenda a crédito. “Falamos no fim da aula”, foi a sentença do Mestre; quando todos saíram, numa lástima de medo, aproximei-me disposto a sofrer o castigo. Afinal, pena menor: “A palavra bêbado não se usa numa redacção; podes usar outras”, e deu exemplos. “Outra coisa: continua a escrever, que escreves bem”. Na altura, não soube o que fazer com aquele torrão de açúcar, que agradeço ao Mestre, como afinal o que alguma vez eu soube de Língua Portuguesa.
Nota Extra: Provavelmente para desincentivar alguma tentativa de copianço, o Professor Abílio passava a imagem de que com ele era impossível. Ainda estava para nascer…E contava episódios de tentativas mal sucedidas, de cábulas surpreendidos em flagrante e castigados em conformidade. A mim convenceu-me da sua “invencibilidade” e quero crer que ele também estava seguro dos seus poderes. Um dia descobri que o Luís de Jesus copiava nos pontos de Português, como fazia nos pontos de todas as disciplinas. Apesar de se sentar na carteira da frente, a um braço de distância da mesa do professor. E nunca aconteceu nada. Por causa do apelido do Luís, acho eu: porque há apelidos que são verdadeiros seguros de vida. Ou não.