terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Improvável!

Ainda me recordo dos primeiros contactos em Fátima, nos encontros AAVD, e da ideia de "amigo improvável" que tive do Amâncio de Ronfe, tal era a sua espontaneidade, que eu confundia com a sobranceria de alguém "mais velho e iluminado". Durante muito tempo, foi esta a ideia que retive do Amâncio. Até que  deixei de o ver por Fátima e, fisicamente, nunca mais nos cruzámos. 
Nas novas encruzilhadas da vida, quis o destino que nos cruzássemos na improbabilidade do mundo digital, que chega a ser um "mundo muito mau" e, por outro lado, tem algumas coisa boas. O meu reencontro com o Amâncio, foi um desses momento privilegiados que nos tornou mais cúmplices (não me atrevo a dizer amigos porque o Amâncio já não me pode responder) e que nos permitiu conviver, quase diariamente, partilhando o que de mais verbita existia em cada um de nós. Não nos víamos e não falávamos fisicamente mas partilhávamos conversas, pensamentos, discussões, ideias, "birrices", coisas banais do dia-a-dia... que eu chegava a publicar e partilhar, quase religiosamente, na "palavra do dia do meu amigo Amâncio" no meu FB pessoal. Não sei se sabem, mas o Amâncio, no FB, tinha o costume de iniciar as suas "tretas" do dia, com um pensamento e, havia "maduros", onde eu me incluo, que o liam e o partilhavam com muita regularidade com os seus amigos, acrescentando os seus comentários, alimentando, assim, a discussão iniciada pelo Amâncio. E foi assim, durante os últimos anos, o meu relacionamento e a minha cumplicidade com o Amâncio. 
Mas não pensem que esta relação foi ingénua, hoje percorri o perfil do nosso amigo para recordar alguns momentos e deparei-me com alguns factos que eu desconhecia e que me "incomodaram". Alguns amigos meus, liam as minhas partilhas das "palavra do dia do meu amigo Amâncio" e para além de comentarem ou gostarem, tornaram-se seus "amigos" e estavam envolvidos noutras discussões, que eu nunca partilhei, nem conhecia, com o Amâncio. Esta descoberta deixou-me particularmente feliz por ter descoberto esta faceta de excelente comunicador do Amâncio e de ter contribuído para que outros pudessem
desfrutar a sua sagacidade, da clarividência com que "despachava" os temas e as "tretas", com sentido de responsabilidade, com a profundidade q.b. e sobretudo com uma honestidade intelectual de um grande Homem.
Foi um Amâncio "digital", diferente, aquele com quem convivi nos últimos anos, distante de uma outra personagem que conheci nos textos do Lux Mundi, da ceia dos notivagos, das Assembleias da AAVD de Fátima. Mais descontraído, mais tolerante, sagaz e inteligente.
Foi um privilegio Amâncio e concordo com o escreves no teu livro, Nariz Entupido ou Um Segundo Renascer: “Diz-se que estradas rectas e mulheres sem curvas só dão sono. É por isso que estes “percalços” nos vão mantendo vivos e sem o nariz entupido para continuarmos a rabiar.
…Vou reinventar-me e tudo fazer para jamais ter o nariztupido da historieta”.
Reinvente-mo-nos pois... dando à tua "partida" o mesmo sentido da proposta que nos fazes.
Até sempre Amâncio!

domingo, 22 de novembro de 2015

O PACTO DAS CATACUMBAS


Sinopse:
No dia 16 de novembro de 1965, quando o Concílio Vaticano II já se aproximava do fim, 40 bispos reuniram-se nas catacumbas de Santa Domitila, em Roma, para celebrar a Eucaristia e assinar um documento em que expressavam o seu compromisso pessoal com os ideais do Concílio: viver um estilo de vida simples e a exercer o seu ministério pastoral de acordo com critérios evangélicos. O Pacto das Catacumbas é, sem dúvida, um compromisso pessoal de cada um daqueles bispos, mas é também, simultaneamente, um desafio para toda a Igreja e um instrumento para aferir a sua fidelidade ao Evangelho. 

Para compreender este gesto é necessário recuar três anos antes, ao momento em que se constituiu o chamado grupo «Igreja dos pobres», na sequência do apelo radiofónico de João XXIII: «Perante os países subdesenvolvidos, a Igreja mostra-se como aquilo que ela é e quer ser: a Igreja de todos e, sobretudo, a Igreja dos pobres» (Mensagem de 11 de setembro de 1962). Até ao fim do Concílio, o grupo reúne-se quase semanalmente para refletir sobre o que acontecia nas assembleias plenárias à luz do tema «Igreja dos pobres». E, a algumas semanas do fim dos trabalhos conciliares, «viveu a dor de ver que os pobres, como sempre, eram esquecidos» (Bárbara Bucker). 

Dessa dor brotou uma proposta de vida pobre entre os pobres, ao estilo de Jesus de Nazaré: o Pacto das Catacumbas. 

«Quando os bispos do Pacto das Catacumbas constatam que os pobres não são o centro de projetos para o futuro, sentem com dor a separação entre uma Igreja adaptada aos tempos modernos, mas longe de iniciar a aventura da fraternidade que Jesus começou no meio dos Título: O PACTO DAS CATACUMBAS Subtítulo: A missão dos pobres na Igreja Coordenadores: Xabier Pikaza | José Antunes da Silva Coleção: Igreja no Tempo Editora: Paulinas Editora Páginas: 248 Formato: 14x1,7x21 PVP: 15,00€ CB: 5603658174281 ISBN: 9789896734916 1ª Edição: 16 de novembro de 2015 Paulinas Editora R. Francisco Salgado Zenha, n.º 11 2685-332 Prior Velho Tel.: 219 405 640 Fax: 219 405 649 Tm: 962 139 055 e-mail: carlos.rito@paulinas.pt pobres. [...] A modernidade afetou a história da humanidade. A Igreja, porém, teve mais cuidado em responder aos desafios do mundo moderno do que em dar os sinais do Reino. Eram tempos de grandes mudanças a nível das ciências e das técnicas, com um extraordinário desenvolvimento da inteligência no domínio objetivo das coisas. A invasão de carácter tecnológico levou a uma coisificação do ser humano associada ao esquecimento da ética como base das relações humanas, desde o dinheiro para a missão até às alianças com o poder económico» (Bárbara Bucker). 

«Na América Latina, os cristãos empenhados na Igreja e na sociedade em perspetiva libertadora constaram logo que a relevância do Pacto das Catacumbas estava não só no teor de suas resoluções, como também em sua metáfora. No "regresso às fontes" do Vaticano II, os signatários do Pacto resgatavam a Igreja perseguida das "catacumbas", mas, ao mesmo tempo, faziam das catacumbas uma metáfora viva, expressão da Igreja profética, regada pelo sangue de milhares de mártires, derramado na fidelidade a "uma Igreja pobre e para os pobres, para ser a Igreja de todos". A exemplo dos primeiros cristãos, que haviam feito das catacumbas lugar de resistência à perseguição, a Igreja na América Latina, engendrada na tradição libertadora de Medellín, de forma dramática, logo faria a experiência, na própria carne, que "a libertação é um ideal não dos vencedores, mas dos vencidos; um movimento de resistência no exílio" (L. Boff)» (Agenor Brighenti). 

«Na carta que escreveu recentemente a todos os consagrados, o papa Francisco diz que olhar para o passado é também uma maneira de tomar consciência do modo como temos vivido o nosso carisma através dos tempos, e permite-nos "descobrir incoerências, fruto das fraquezas humanas, e talvez mesmo qualquer esquecimento de alguns aspetos essenciais do carisma. Tudo é instrutivo, tornando-se simultaneamente apelo à conversão". Francisco sonha com uma Igreja pobre ao serviço dos pobres e apresenta os pobres como a chave hermenêutica para compreender a missão da Igreja. Se a Igreja se esquecer dos pobres perde credibilidade e os critérios-chave de sua autenticidade e autoridade» (José A. da Silva).

domingo, 8 de novembro de 2015

A A V D Delegação Regional – Zona Sul MAGUSTO


Dia: 21 Novembro 2015 (Sábado) – às 15 H

       Local: Casa SVD / Lisboa

                  Rua S. Tomás de Aquino, 15

                  1600-203 Lisboa – tel. 217 220 200

                                          (Itinerário de acesso em ANEXO…)

       Olá amigos:          

   Como é tradicional, anuncia-se a realização do Magusto de S. Martinho,

para o qual se convidam todos os Antigos Alunos com seus familiares e

amigos. Decide-te a participar …e poderás passar uma tarde alegre!

   A Delegação Regional encarrega-se das castanhas assadas, chouriços,

febras e pão, do vinho, sumos… e apoio logístico!

   Quem quiser trazer uma garrafa de vinho, jeropiga, queijo, presunto,

petiscos regionais e sobremesas, tudo isso ajudará a compor a mesa.

       

É uma boa oportunidade para os que ainda não conhecem a casa, e para

os outros é sempre bom regressar onde nos recebem bem.

Solicita-se a quem tenha uma concertina ou uma viola, que traga para

animar o ambiente festivo. Desafia um amigo e venham juntos!

     Para os organizadores poderem adquirir os géneros na 6ª Feira,

agradecemos o favor de confirmação das presenças até dia 19 de

Novembro (5ª F --22h) ou sendo pela Internet até às 24h. Contacta…:

--António Pinto: 214 575 118 e 963 987 686 – email: pintolivia@sapo.pt



     Para os que têm a net como elo de ligação, o BLOG Sabor da Beira,

dará todo o apoio a esta iniciativa, o que a organização agradece.

    A esses apelamos a que se inscrevam… consulte o “site” do Blog

Esperamos por vós e enviamos saudações verbitas.

                                                                         Os Delegados da Zona Sul                                                                                        

                                                                           Pinto, Vicente e Aníbal


Podem inscrever-se através do FB; aqui: https://www.facebook.com/events/993574850686442/

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

ENCONTRO DE ANTIGOS ALUNOS SVD


Cumprindo a tradição, no último sábado de Outubro, dia 31, os caminhos de muitos antigos alunos do Verbo Divino vão dar ao seminário do Tortosendo, para um dia de convívio. Não faltes!
PROGRAMA
10h00 - Abraço de chegada com concentração no átrio de entrada
11h30 - Ensaio dos cânticos litúrgicos
12h00 - Missa na Capela
12h50 - Foto do grupo
13h00 - Almoço
14h30 - Convívio musical com os "Artistas da Casa"
17h00 - Magusto
19h00 - Abraço de despedida.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Até um dia José Afonso Lourenço

Os factos ultrapassam-nos!
Desta vez, venho ao vosso contacto para vos dar conta do falecimento do nosso companheiro ex colega e amigo, José Afonso Lourenço. Era natural de um lugar idílico, de uma pequena freguesia do concelho de Oleiros. O Zé frequentou o Tortosendo durante todo o período liceal. Mais tarde optou por uma carreira internacional que o arredou de Portugal e o levou a conhecer as "sete partidas" do mundo. Nos últimos anos, a vida trocou-lhe as voltas e apesar de todas as fintas que o Zé lhe fez e fazia, o jogo acabou por ser fatal. Logo, num momento em que já nos tínhamos habituado a vê-lo em todos os eventos onde havia ex colegas da SVD, sempre generoso, atento, ouvinte e disponível. Faz uns minutos que o Fernando Carvalho me deu a notícia que também tinha acabado de receber. E, foi exactamente o Fernando, seu conterrâneo e amigo, que o trouxe de volta ao nosso convívio.
O Zé gostará que o recordemos, discreto, disponível e amigo. É assim que vos proponho que pensemos nele, cada um como achar melhor. Agora que o Zé já não está entre nós e só a sua memória, nas nossas recordações e nas nossas orações o podem acompanhar, façamos um momento de silêncio e honremos a sua memória.


Assim que tivermos mais informações, daremos nota.


Descansa em paz caro amigo José Afonso Lourenço, agora que todo o sofrimento por que passaste está eternamente apaziguado.


Informação: O corpo seguirá directamente para Oleiros, para a Santa Casa da Misericórdia, onde se realizará o velório. O funeral será dia 12 de Agosto em Oleiros. Quem puder estar presente e acompanhar o nosso amigo que o faça, também, em representação de todos nós.