sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

MAGUSTO 2018 - Casa SVD Lisboa

TEXTO- ANTÓNIO PINTO

O Artur aos comandos de um magusto especial


Só para ver o Artur a manejar a “sanfona”, já teria valido a pena o esforço de todos quantos, amigos verbitas, se deslocaram à casa da SVD, em Lisboa, para participar no magnífico magusto, anualmente organizado pela delegação da Associação de Antigos Alunos do Verbo Divino. Mas todo o resto -- castanhas, convívio e o concerto, em especial—foi um acréscimo de mais valias, que a todos agradou e que, obviamente, só pede repetição. Para o ano há mais.


Como é sabido, há um grupo operacional de veteranos, e especialmente, as suas esposas, que assumem a tarefa organizativa a sério, de modo a que ninguém possa assacar defeitos. E assim aconteceu, felizmente, uma vez mais.   


Assadas a preceito, as castanhas da qualidade “martainha”, que eram gradas, sãs, saborosas e doces foram eleitas pelos presentes como “as melhores de sempre” nestes eventos. Isto deveu-se à experiência dos organizadores, que já têm tarimba e procuram melhorar ano apos ano.
O rumo de muitos antigos alunos verbitas, na tarde de 24 de Novembro, que esteve molhada, foi a Casa SVD de Lisboa, na Rua São Tomás de Aquino. Para tornar a atividade mais atrativa e proporcionar, além do convívio, um clima de diversão e alegria, os organizadores esmeraram-se na elaboração do programa, apresentando uma surpresa na parte recreativa. A animação esteve a cargo do Grupo de Concertinas Águias Vermelhas, da Charneca da Caparica/Almada, que atuou graciosamente por intermedio do Artur Santos, sócio da AAVD, que toca no grupo. Estiveram dez tocadores de concertinas e um no bombo.  A partir das 17h e durante uma hora apresentaram modas do seu vasto repertório, inspirado nas danças e cantares dos arraiais minhotos, e ainda cantigas populares, como a Laurindinha e Eu ouvi o Passarinho.
Esquecendo mazelas e tristezas foi uma alegria ver improvisados pares de dançarinos a rodopiar. A
encerrar a atuação do grupo, o José Freire, ao som das harmónicas, com a sua peculiar graça e descontração, entoou uma canção com colaboração da assistência.
 Todos conhecem a dedicação do Artur à causa verbita. Ele esteve no arranque da atividade do BLOG Sabor da Beira, com jantar no Hotel Olissipo em 30 de janeiro de 2009, onde se combinou celebrar o 1º aniversário em Oleiros, no ano seguinte. Nos aniversários comemorados em Lisboa ele marcou sempre presença. No lanche dos acordeonistas, os petiscos e vinho do Artur e as sobremesas da irmã e esposa, Celeste e Edite, presentearam quem nos divertiu e encantou com as suas músicas. Ainda comi um pedaço do “manjar dos deuses”, a torta de laranja da Dª Edite. Comparável só a torta de amêndoa da Dª Lia! 

Neste nosso magusto anual participaram 53 pessoas, número que está dentro da habitual meia centena, tendo os antigos alunos alinhado na bitola dos trinta, sendo os restantes familiares e amigos.
O evento foi amplamente divulgado por email, no Facebook e por carta a quem não usa as novas tecnologias, e para compor o grupo alguns telefonemas de última hora. Em boa verdade, esperava-se maior adesão dos seguidores do Blog Sabor da Beira, mas o impedimento do Vítor Batista e do Óscar Mota, terá afastado alguns dos seus comparsas. Refira-se que o receio de não encontrar pessoal contemporâneo dos bancos do seminário, se resolve telefonando a dois ou três amigos a combinar a ida conjunta e fica ultrapassada a questão! Na logística estiveram os delegados: Aníbal e Messias nos grelhados, Vicente nas castanhas, o Pinto na contabilidade e, a fornecer as mesas, a Olívia e a Luísa.

Para compor a mesa farta e variada em que nada faltava, os sócios trouxeram vinho de qualidade e jeropiga caseira, com as doçuras a cargo das senhoras.

Refira-se que o saldo apurado reverte para a missão do Liupo, na província de Nampula em Moçambique, para compra de géneros a utilizar pelas mães para confecionarem comida na cozinha da missão, para ali alimentarem seus filhos. Os 115€ apurados valem mais de oito mil meticais, quantia que chegará para um mês de compras.  
O Pe. David Sampaio foi o anfitrião que nos acolheu, pois é uma referência tanto para os seus antigos colegas de estudo, bem como para os educandos a quem transmitiu o seu vasto saber com a bonomia que lhe é peculiar.  O Pe. Leite com a sua alegria e poder de comunicação com todos dialogou, com a simplicidade que o caracteriza, apesar de estarmos perante o Superior Provincial da comunidade verbita portuguesa, que ele entende como serviço e não um poleiro. E como a conversa descambou para o galinheiro, despede-se com um abraço para todos o António Pinto.

       PRESENÇAS:
Albertino Antunes e Glória
Antero Nabais do Paulo
Aníbal Marques
Antº Casimiro Barata e Leonor
António Dias Gama
Antº Paulos, Luna e 2 cunhadas
António Registo
António Pinto e Olívia
António Santos Aleixo
Antº Vicente Almeida e Luísa
Arlindo Santos
Artur Santos, Edite e irmã dele  
Daniel Reis, Lia e amiga
Eduardo Moutinho Santos
Fernando Dias Martins e Mª Carmo
Francisco Magueijo
Henrique Nunes
Joaquim José Corista e Isabel
José Carlos T Martins e Júlia
José Freire e Anita
José Magalhães
José Miguel Teodoro
José Morgado e filho Ricardo
Manuel Manalvo e neta Ema
Manuel Nobre
Manuel Peres Sanches
Messias, Natividade e casal amigo
Porfírio José S Pinto e Júlia Bogado
Virgílio dos Santos Fernandes
Pe. António Leite
Pe. Carlos Coutinho
Pe. David Barbosa
                                                      
TOTAL: 53 pessoas: sendo 29 AA, 13 esposas, 6 fam/amigos, 1 criança, 3 Padres                                e ainda… 10 tocadores de concertina
    
      


quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

‘Sabor da Beira’ fez nove anos e nós festejámos a 26 de Janeiro/2018

Já lá vão nove anos e nota-se bem: tantas coisas aconteceram e como a vida mudou ao longo deste período de tempo!
Foi precisamente no Hotel Olissippo do Oriente que tudo começou no dia 30 de Janeiro de 2009, uma sexta-feira à noite. Um grupo de amigos, de amizade forjada quando antigos alunos verbitas, sentiu a necessidade de se reunir à volta de uma mesa, como manda a boa tradição portuguesa. Havia, além disso, um entusiasmo especial pelo lançamento, à época, do blog Sabor da Beira, a menina dos olhos de dois desses antigos alunos do Tortosendo, a dupla Vítor Batista e Fernando Carvalho. A eles se deve, e ao grupo de fiéis amigos congregados, a continuidade destas simbólicas reuniões, que vão alimentando a chama da nossa amizade.
Mas o tempo vai mudando e isso nota-se, em especial porque a essa dupla foi ficando cada vez mais assoberbada de atividades profissionais: oVítor com a sua  Tabacaria do Largo, praticamente aberta de sol a sol e o ano todo, no Monte Estoril; e o Fernando juntou ao seu munus de diretor do hotel em Lisboa, a responsabilidade do apoio ao Hotel Santa Margarida e à Adega dos Apalaches, ambos em Oleiros.
No meio de tanta azáfama, valeu-nos o António Casimiro para dar uma mãozinha na preparação da jornada de confraternização desta sexta-feira, 26 de Janeiro.
Pois bem, divulgação não faltou através das redes sociais de comunicação, “site” do Blog e facebook, sendo que mais contactos pessoais poderiam ter mobilizado mais gente. Mas não é que anda por aí uma gripe provocada pelo intenso frio nocturno, que afastou à última hora o Eduardo Rego, Eusébio e Nicolau, afectando também o Messias e outros! Apesar de tudo reuniu-se um grupo de 18 convivas para jantar, a que se juntou em visita de cortesia o Pe. António Leite, Superior Provincial SVD.
Com requinte e primor tudo estava preparado numa sala acolhedora do Hotel Olissippo do Oriente, para nos proporcionar um repasto de alta qualidade e um serão de alegria e convívio. A começar pelo cálice de Porto, como boas-vindas, e logo o buffet de salgadinhos, gambas e saladas frias. Em seguida deliciámo-nos com os pratos quentes confecionados pelochef Vitorino, bacalhau com batatas “ a murro” e lombinhos com cogumelos e castanhas, a complementar com arroz branco e grelos cozidos. À sobremesa fruta e doces, com café para encerrar.
Pois é… a parte recreativa não podia falar, mas o grupo “Beata Tempora” registou o impedimento do Marcos e Chico Barroso. O artista do “azulejo alicatado”, José Freire animador destes eventos, não pode comparecer. Mas estava o “maestro” Registo e o pessoal tinha a voz afinada pelo precioso néctar das uvas das videiras ou água de nascente pura e cristalina que alguns preferem para preservar a boa saúde. As quadras foram brotando, fruto de uma cuidada pesquisa do referido grupo musical. Cantando “à capela” a animação foi grande e participativa. O António Pinto, qual Zaqueu, lá estava preparado para sacar uns euros ao pessoal, que além de preço da refeição esteve na mira de cobrar quotas para a associação,
A debandada foi simultânea e sem complicações, pois a ampla garagem subterrânea do hotel tinha muitos lugares de estacionamento vagos, que poderiam ter acolhido mais gente. Para saber quem esteve vejam a lista de presenças em anexo.Os que participaram recordem os belos momentos vividos e os ausentes fiquem a saber como foi.
A encerrar, um louvor ao trio de organizadores, Fernando, Vítor e Casimiro! A senda promete continuidade pois a amizade mantém-se ao longo do tempo e precisa de ser alimentada… com convívio e boa comida!
Saudações a todos, agradecendo a quem teve a paciência de ler este arrazoado de palavras. 
Com dedicação,

António Pinto 


Presenças:
Aníbal Marques
Antº Casimiro Barata, Leonor e 3 amigos
António Pinto
António Registo
António Rui Barata
Artur Santos e Edite
Daniel Reis
Fernando Carvalho
Henrique Barata Nunes
Luís Antº Garcia “Chefe”
Óscar Mota
Ricardo Figueira
Vítor Batista
Pe. António Leite
TOTAL: 19 pessoas, sendo 13AA, 2 esposas
                    3 amigos e 1 padre.

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Jantar "Sabor da Beira" / 26.01.2018 - Olissippo Oriente

Caros amigos,

Retomando a tradição (e devido à forte insistência de alguns amigos...) vamos realizar o jantar da família verbita no Olissippo Oriente na próxima 6ª feira.

Esperamos que a "banda" não se esqueça os instrumentos e esteja à altura das circunstâncias...
Aguardo as vossas confirmações, pelas diversas vias disponíveis, até 5ª feira, pela hora de almoço!

Um abraço,

Fernando Carvalho       

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Castanhas e Festa em Tarde de Outono

Por: António da Conceição Pinto

Viveu-se uma bela tarde de festa e alegria, no passado Sábado 18 de Novembro, com o magusto anual organizado em Lisboa pelos delegados regionais da Associação dos Antigos Alunos do Verbo Divino (AAVD). O encontro deu-se, como é hábito, na casa SVD de Lisboa e o amplo salão chegou a abarrotar de gente, sobretudo com antigos alunos verbitas e seus familiares, mas também com membros da nossa Congregação (padres Joaquim, Coutinho e Pradeep), e vários amigos de uns e outros. Sempre patentes os sinais de harmonia, amizade e solidariedade que nos unem. E depois, ao fim da tarde, lá chegou a animação puxada especialmente pelo José Freire e a sua concertina, acompanhado ainda pela panóplia de instrumentos que previamente distribuíra pelos que o rodeavam. A dirigir as cantorias, como é fácil adivinhar, lá esteve o António Registo. A cantoria e a dança contagiaram particularmente as quatro crianças, netas de verbitas, com a sua graça genuína.

Foram chegando individualmente ou em grupo, e após cumprimentarem quem já estava, formaram núcleos de convívio, rodando para encetar conversa com outros conhecidos.

O salão estava preparado para acolher quem ia chegando e alinhar na mesa grande as iguarias, bolos e bebidas, que cada um trouxe para depois todos partilharmos em conjunto. Já as castanhas, o prato de resistência do dia, essas há muito estavam a ser assadas, tal como o grelhador estava a funcionar em pleno preparando febras, entremeadas e chouriços que iam chegando à mesa para consumir antes de arrefecer.

Apesar de o ano não ser da melhor produção, devido à seca, as castanhas estavam boas: vinham em terrinas, tapadas por um pano, para se conservarem quentes!

Estaladiças, era só debulhar e saborear. Quanto à jeropiga, um elemento essencial à função do dia, essa chegou em abundância, de colheitas particulares, pois foram muitos a trazer! De futuro, será de pensar um concurso… para escolher a melhor!

O grupo reunia 66 participantes, portanto algo acima da habitual meia centena, igualando os melhores registos de há seis anos. No tocante a antigos alunos manteve-se à volta dos trinta, mas desta vez estiveram muito mais familiares e amigos.

Assinale-se que o Presidente da associação, Eduardo Moutinho, veio do Porto para estar com os antigos alunos da Zona Sul. A sua esposa Mª José festejou o aniversário com bolo de velas e champanhe, tendo os presentes cantado parabéns, referindo ela nunca ter celebrado com um grupo tão grande. De Castelo Branco veio o simpático casal José Januário e Sylvie.

Fez-se o sorteio das rifas para uma garrafa de bebida de alta qualidade, cuja receita reverteu para as missões.

A artista Lia Paulino, esposa do Daniel Reis, entregou ao Pe. Joaquim Domingos uma pintura da sua autoria, para ser colocado em Fátima ou Lisboa, conforme decisão do Superior Provincial da SVD em Portugal.

Há a assinalar a presença de dois estreantes nestas andanças, o António Gama e Virgílio Fernandes, que foram recebidos pelos antigos alunos com gáudio.

Então e os ausentes fizeram falta, perguntará quem está a ler estas linhas e não esteve lá! Pois é, de facto foram à volta de 25 ex-alunos contactados e que justificarem a sua ausência: por afazeres, festas familiares, vinda de amigos, estarem fora até do país, ou por doença. Será de ponderar a divulgação da data com maior antecedência, para permitir o agendamento. Reconheço que fizeram falta, pois cada um tem o seu lugar com as suas características próprias que ninguém consegue substituir. Permitam-me que realce, que o Vítor Baptista e o Óscar Mota, quando vêm, trazem consigo um grupo de amigos, fazendo disparar o número de participantes. Mas, a vida não pára… e a festa faz-se com quem está!

Na logística estiveram os delegados: Aníbal nos grelhados e Vicente nas castanhas, o Pinto na contabilidade, a fornecer as mesas a Olívia e a Luísa, com o Messias a reforçar a equipa. Ao reitor da casa, representado pelo Pe. Pradeep, agradece-se o acolhimento.

E, agora, até à próxima!




António Gama e Virgílio Fernandes

PRESENÇAS:
Albertino Antunes e Glória
Aníbal Marques
António Dias Gama
Antº Paulos, Luna e 5 fam/amgos
António Registo
António Reis e Josefina
António Pinto, Olívia e casal amigo
António Rui Barata
Antº Vicente Almeida e Luísa
Arlindo Santos
Daniel Reis e Lia
Eduardo Rego
Eduardo Moutinho Santos e Mª José
Francisco Jerónimo
Francisco Magueijo e Mª Jesus
Henrique Nunes
João Carlos Balão
Joaq Bernardo Corte (Parente)
Joaquim Bernardo Monteiro
Joaquim José Corista e Isabel
José Carlos T Martins e Júlia
José Freire e amigo
José Januário e Sylvie (de C. Branco)
José Magalhães
José Morgado e filho Pedro
José Quelhas e Gorete
Manuel Nobre
Manuel Peres Sanches
Messias, esposa, 6 fam/amigos 2 netos
Nicolau Marques
Virgílio dos Santos Fernandes (novo)
Pe. Joaquim Domingos Luís
Pe. Carlos Coutinho
Pe. Pradeep
TOTAL: 66 pessoas: sendo 31 AA, 13 esposas, 15 fam/amigos, 4 crianças e 3 Padres

sábado, 14 de outubro de 2017

Encontro do Tortosendo 28 de Outubro

Saudações Verbitas,

Mais uma vez vai ter lugar no dia 28 de Outubro mais um encontro dos antigos alunos do SVD - Tortosendo. Dado a data o evento se estar a aproximar, a passos largos, a Comissão Organizadora, agradece efectuem a Vossa inscrição o mais breve que Vos seja possível, pois por uma questão de logística necessitamos ter uma ideia dos participantes, com a maior brevidade possível.
 

À semelhança dos anos anteriores o plano de actividades será o seguinte.:

 

 - 10,00 h Concentração no átrio da entrada

 - 11,30 h Ensaio dos cânticos litúrgicos 

 - 12,00 h Missa com a participação de coro dos antigos alunos

 - 12,50 h Foto de grupo nas escadas da capela 

 - 13,00 h Almoço, seguido de convívio com artistas da "casa"

 - 17,00 h Magusto, lanche e continuação das "cantorias" 

 

Agradecemos confirmação, de preferência por esta mesma via, o mais breve possível para os seguintes contactos.:

 

Comissão para este ano, 2017:

Adriano António Matias Mendes - adriano.mendes@saneabi.pt - 272 327 318 - 932 756 043

André de Jesus Gonçalves - ango@netvisao.pt - 965 527 435

Emílio Barroso (Milo) - milo.barroso@hotmail.com - 271 082 653 - 962 879 278

Ismael Reis - ismael@ismaelreis.com - 272 328 928 - 936 611 978

Joaquim Lourenço Brázia - robinil@robinil.com - 966 579 546

José Alberto Gonçalves (Trigais) - jalberto@ubi.pt - 275 086 967 - 962 620 289

José Carlos Proença Costa - dacosta.eng@gmail.com - 917 601 571 

Leonel Feteiro Francisco - abfrexes@sapo.pt - 967 634 729

Obrigado desde já pela Vossa colaboração e possível presença.

 

Abraço,

A Comissão

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Em honra e louvor do meu amigo Jorge Miguel



Texto: Daniel Reis

Há um bom par de anos, estava eu a banhos em Monte Gordo, soube que a equipa de marcha atlética do Clube de Natação de Rio Maior estagiava em Vile Real de Santo António, em preparação para um campeonato qualquer, nalgum sítio deste nosso vasto mundo. Nesse tempo, a primeira figura da equipa era a sobejamente conhecida Susana Feitor. Campeoníssima, diga-se, por cá e lá por fora. E como há muito tempo, muito mesmo, não via o seu treinador Jorge Miguel, lá acordámos um encontro em esplanada vizinha só para pormos a conversa em dia.


Bebido o primeiro café, avancei logo destemido. «Quero que saibas, que eu bem sei quanto o Atletismo te deve e que te considero o verdadeiro pai da marcha em Portugal. E, por isso, é urgente que me digas quando é que fazemos uma entrevista a sério e uma história da tua vida para publicar no Jornal do Fundão, pois já se faz tarde e tu mereces tudo».

Treinador Jorge Miguel
Isto dito, a resposta dele desarmou-me:
«E eu quero que saibas, que o culpado és tu».
Recordou, então, o bom do Jorge Miguel, os dois ou três anos em que convivemos na escola primária de Bogas de Cima, a nossa comum terra natal, ele uns dois anos mais novo que eu e que o seu irmão João, já falecido, e então meu parceiro de turma e de aventuras. Acresce que os nossos pais tinham trabalhado juntos nas Minas da Panasqueira e, juntos também, tinham sido despedidos, porque já não rendiam o que se exigia a um mineiro de pleno, ambos com os pulmões queimados pela silicose, ainda antes do meio século de vida.

«Recordas-te», perguntou ele, »dos jogos de futebol que organizavas e das três curtas pistas que juntos marcávamos no pátio da escola, para corridas de velocidade, ou as voltas inteiras à escola que muitos de nós faziam, a imitar as verdadeiras corridas de meio-fundo? Pois foi aí que tudo nasceu».
Além de atarantado, confessei-lhe que dos jogos de futebol (eu era o guarda-redes, defendia e relatava em simultâneo: ‘defende Carlos Gomes’) me recordava, sim; mas já não me lembravam, quase nada, as tais primitivas pistas, uma ou outra vez experimentadas.

Ouvi, porém, incrédulo e deliciado, a ideia que ele guardava desses tempos e a opinião de que eu era um obstinado na insistência para todos praticarem desporto …e serem do Sporting! E não é que ele seguiu à risca esses conselhos, não falhando nenhum dos dois objetivos, pela vida fora?

Inês Henriques, recordista mundial dos 50Km marcha!
Não me alongo, para saltar já à atualidade deste fim de semana e para me juntar ao coro dos que excelsam agora o meu querido amigo Jorge e a sua pupila Inês Henriques, que ele treina há mais de duas dezenas de anos e que acaba de se sagrar campeã do mundo e com o record mundial dos 50 km marcha. Ainda por cima e pela primeira vez na história dos mundiais, a medalha de ouro atribuída aos atletas foi este ano, também, entregue aos seus treinadores. É obra e é chave de ouro para a carreira de um homem, que se fez por si próprio um mestre exemplar de desportistas e confirmou agora o lugar mais alto do podium, entre os cimaboguenses de eleição.

Bravo, Jorge Miguel, o meu amigo ‘Jorge da Lomba das Vinhas’.

Antes que me esqueça, apelo daqui aos meus amigos do Jornal do Fundão para enviarem, o mais pronto possível uma equipa de reportagem a Rio Maior, para documentarem a preceito no nosso jornal esta emérita figura, que tanto honra os fundanenses.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

No 8º aniversário do SABOR DA BEIRA

Meia dúzia de linhas para embrulhar fotos


Exclusivamente a benefício de memória futura, cumpre-me registar aqui que o 8º aniversário do blog «Sabor da Beira» se comemorou ao jantar do dia 27 de Janeiro de 2017 -- mais ou menos a data da praxe -- na Valenciana de Campolide (Lisboa), com os 29 comensais constantes da lista anexa.
Isto escrito e conferidas as datas, de certo ocorre a pergunta: «Só agora?».
«Pois!», responderá o autor da meia dúzia destas linhas, também retorquindo com a pergunta enfática: «Porquê antes?... se é que se justifica notícia do evento».
Vejam só, caros amigos que não participaram na morna festa. O jantar, só por si, dificilmente justificaria uma deslocação à noite, a Campolide. Ainda por cima, até a garoupa, que tanto nos tem entusiasmado noutras ocasiões, pareceu ter envelhecido, apresentando-se mais seca e gasta.
«Ah, mas deve ter sido belo o convívio, pois essa é a mais-valia corrente das nossas jantaradas», dir-me-ão, quiçá lamentando-se pela ausência.
Desculpem se os desiludo, caros amigos, mas ou foi da minha ocasional estranheza ou a temperatura dessa habitual convivialidade baixou bastante. A mim, pelo menos, pareceu-me tudo mais frio, provocando da parte de vários presentes o óbvio comentário, em tom de lamentação: «Que saudades do Hotel Olyssipo!». E a estranha disposição das mesas mais acentuou a frieza e distanciou uns dos outros. Deu apenas para conversar com quem estava à frente ou logo ao lado, assim a modos de conversa em família no dia a dia da sala de jantar de cada qual. A mim tocou-se a mesa do canto e, não fora a calorosa proximidade do Artur e do Casimiro e julgar-me-ia a em casa, com a Lia, a minha irmã Lúcia e a Raquel. Estava-se bem, mas para isso não era necessário ir a Campolide, em noite agreste. Não sei se outros grupinhos, em função do alinhamento das mesas, terão sentido o mesmo desconforto. Mas eu não gostei.

Queriam poesia
ou romance de cordel?
Depois, faltaram alguns dos que nunca passam despercebidos, como o Fernando  Carvalho, ausente por motivos familiares, ou o António Pinto, que alegou gripe mas ficou em casa a poupar-se para na manhã seguinte cedo erguer e rumar a Fátima, no seu papel de reporter do Lux Mundi. Além de vários outros. E, sabem que mais? Até os nossos bem amados Beata Tempora me pareceram estranhos. É que andam a ensaiar umas coisas belíssimas dos Beatles, mas ainda as têm um bocado cruas para no-las poderem servir a preceito.
Resulta de tudo isto que, quem não foi e pretenderia saber como decorreu o jantar, não perdeu muito por não lhe ter sido fornecida esta «não notícia» mais cedo. Se é que algum desses vai ao blog ver o que quer que seja, ou ao menos conferir se passa por lá algo de novo. Já para quem participou na comemoração do nosso aniversário, esperava o quê de novo ou diferente no relato da jantarada? Poesia? Literatura avulsa? Ou romance de cordel? Francamente, não sei e declaro-me incapaz de tais ousadias literárias.
Sei, sim, que ao menos a meia dúzia de fotos que eu tenho (diferentes porventura das dúzias que cada um de nós tirou), justificavam meia dúzia de linhas para as embrulhar, nestas páginas da blogosfera que ficam mais tempo no ar. É o que acabo de produzir: meia dúzia de linhas para embrulhar as fotos. Nada mais.

PS. À saída do jantar, alguém me perguntou se eu continuava a não fazer «nem a ponta de um corno». Respondi-lhe que «sim, cada vez mais convictamente». Mas só depois me lembrei do compromisso assumido com o António Casimiro, o organizador de serviço à coisa, para escrever algo no blog. Uma chatice. E se ele me lembrou…duas vezes!
A coisa foi andando, a vontade de escrever sobre comes e bebes (mesmo estes, especialíssimos…) sempre nenhuma, até que recebo um mail do Pinto, intimidatório e que reproduzo
«Caro Daniel: O jantar do Sabor da Beira já foi há 15 dias... Então, há crónica ou estás retraído com o frio?!  O pessoal está à espera... ou será que o Blog já era? A última notícia saida foi em 31/03/2016, sobre o livro do Freire... há tanto tempo!! Antes um artigo sobre o 7º aniversário, a 25 Janº 2016, da parceria Pinto - Daniel Reis! Só... 2 artigos em 1 ano é muito pouco!!! OU se inverte a situação OU o Blog declara falência...».
Face a tudo isto, ia lá eu desobedecer a uma ordem tão vincada, como a do meu particularíssimo amigo António C. Pinto? Não podia, ainda que tenha correspondido, apenas e só, com meia dúzia de linha para embrulhar fotos.

Daniel Reis  

quinta-feira, 31 de março de 2016

Novo Livro - José Veiga Freire

Livro do José Veiga Freire - será apresentados dia 23 de Abril, pelas 16 h na Biblioteca Municipal do Fundão:


O Zé não pára de nos surpreender. É como o Porto Vintage, quanto mais anos, melhor!

E nada como utilizar as suas palavras para aguçar a vossa curiosidade e para vos desafiar (juntam-se algumas fotos do livro aqui referido): 
"(...) queria convidar todos os nossos associados a marcarem presença no dia do lançamento, no Fundão. Serão todos bem-vindos !
>> Finalmente, dizer que em Julho ( data a anunciar oportunamente ) irei realizar uma exposição de trabalhos meus no Casino de Lisboa, onde será também apresentado o livro."





Grande Zé Freire!

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

7º Aniversário do ‘Sabor da Beira’




Eram trinta e tal e divertiram-se a gosto!

   É sempre assim, quando nos reunimos sob a aba larga do Sabor da Beira, o blog onde vamos trocando ideias, partilhando alegrias e tristezas, enfim, dizendo uns aos outros que continuamos vivos, tanto quanto possível felizes e, sempre, dispostos a avivar as velhas amizades.

   Desta vez, o dia foi 22 de Janeiro e tratava-se de celebrar o 7º aniversário da nossa espécie de tertúlia disfarçada de ‘blog’. Foi no Hotel Olissippo do Oriente, tendo assim nós voltado ao local do primeiro encontro em Janeiro de 2009. E como sabíamos que, por lá, quem reina é o Fernando Carvalho, esperar bom trato, boa mesa e boa pinga era apenas um burocrático item do programa. Que se cumpriu à risca, como é óbvio, em especial no que dependia do inestimável Fernando. Aliás, ele próprio se encarregou das
boas-vindas e de saudar pessoalmente quem ia chegando, como eficiente anfitrião.

    Circunstâncias se conjugavam, no entanto, para levantar algumas dúvidas quanto à adesão, dado tratar-se de uma sexta-feira e se confirmar uma noite de chuva. Mas nada disso contou para fazer hesitar os trinta e tal inscritos. O que contou, sim, e esteve sempre à tona foi a teia cerzida pela nossa velha amizade e solidariedade quem entretanto se forjou entre nós.

    O jantar em “buffet” foi variado com bom-gosto e algum requinte. À mesa saciava-se o apetite e prosseguiram os diálogos amistosos com os parceiros do lado. Houve lugar a foto de grupo.

    O serão foi animado pelo conjunto musical “Beata Tempora”, com o Registo no bandolim, Marcos e Xico Barroso nas violas e Ricardo Figueira no adufe. Entoaram canções populares e algumas do tempo do seminário. O Casimiro participou no coro, enquanto o Artur expandia e contagiava com a sua boa disposição todos ao seu redor.

Registe-se a presença do Eduardo Moutinho, presidente da Direção da AAVD, que veio do Porto, e ofereceu um livro antigo de cânticos ao grupo musical. Já o Lúcio Pereira, que não vinha há cinco anos, pôde encontrar os seus colegas de noviciado Nicolau e Tó Rui. Quanto aos restantes, costumam participar nos convívios do Blog, sendo uns “certinhos” e outros que vêm mais esporadicamente.

     O serão decorreu num ápice, com alguns a sair por volta da meia-noite. A festa terminou já depois da 1h da manhã dando-se a debandada geral.

     Foi um agradável convívio em que os laços de amizade foram reforçados, ficando a vontade de participar em futuros eventos. Valeu a pena! E que «venha o próximo!», terão exigido, implícita ou explicitamente, aqueles bravos 32 maduros que se divertiram tanto a gosto.  

António Pinto e Daniel Reis          

Presenças

Aníbal Marques

Antº Casimiro Barata e Leonor

Antº Manuel Marcos

António Pinto

António Registo

Antº Rui Barata

Artur Santos e Edite

Daniel Reis e Lia

Eduardo Moutinho

Fernando Carvalho

Francisco Barroso

Henrique Nunes

João Carlos Balão

José António Delgado

José Carlos T Martins

José Manuel Eusébio

José Manuel Portas

José Martins

Lúcio Robalo Pereira e Natália

Luís Garcia (Chefe)

Nicolau Marques

Óscar Mota

Porfírio Santos Pinto

Ricardo Figueira

Vítor Gaspar

Vítor Batista e Cristina

Vítor Geraldes

TOTAL= 32 pessoas: 28 AA+4 esposas

domingo, 10 de janeiro de 2016

7 Anos do Sabor da Beira


22 de Janeiro, às 20h, no Hotel Olissippo Oriente!

Vamos, todos, focar melhor esta foto? E acrescentar mais caras e mais sorrisos neste, que já se tornou um convívio anual da tertúlia do Sabor da Beira que tem como lema:
"sem pretensões sem responsabilidades colectivas mas com a consciência individual de que todas as coisas se fazem apenas se cada um se empenhar" - artigo único! 
E, assim, nos temos mantido. Umas vezes, mais, outras muitos e às vezes, alguns, mas sempre à espera de todos. 
O nosso amigo Fernando Carvalho, franqueou, de novo, as portas do Olissipo, para que posssamos passar uma noite agradável com as nossas famílias e todos os amigos que queiram estar connosco. Os "Beata Tempora" estão prontos para a animação da noite e à espera da tua voz e/ou instrumento(s), para dar coro, vida e alegria ao convívio. 
Prepara-te! (https://www.facebook.com/sabor.dabeira/videos/1048466385206148/?theater
Para podermos encontrar o melhor espaço e elaborar uma boa ementa, precisamos de saber com quem contamos. Coloca quanto antes a tua decisão neste evento, marcando a tua presença ou ausência. Caso tragas familiares ou amigos, deixa uma nota nos comentário. 
Os nossos contactos estarão sempre disponíveis para qualquer esclarecimento.
- Fernando Carvalho: 919 188 156 
- Vitor Baptista: 966 745 077.
NOTA: Para maior conforto nas inscrições podes usar o evento criado no FB: clica aqui!


D. Ementa

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Jantar do Sabor da Beira

Mesa compostinha
Com uma reduzidíssima participação de animados tertulianos teve lugar mais um jantar da nossa querida tertúlia onde  todos são benvindos e só faz falta quem está. Só não passamos sem a D. Garoupa, que nos deixa de saliva na boca enquanto a esperamos e nos põe de boca aberta quando chega à mesa. Entretanto, mastigamos umas palavras e matamos umas saudades, pomos as tricas e as tretas em dia e damos mais um trago de vinho que aquece e anima a alma. Nada de mais, nem de intelectualmente acima da média.
Beata Tempora - Formação original

Não me atrevo a chamar a este convívio, jantar de natal, embora se enquadre na época, tratou-se, se me permitem, de um simples jantar igual a tantos outros, onde os presentes se sentem bem e escolhem o lugar quando chegam. Umas vezes arrependem-se, outras não. Normal.

Depois de trincharmos duas garoupas e de nos deliciarmos com uma quantas garrafas do nectar de Baco, partimos para umas guitarradas e afinamos as gargantas com a ajuda dos "Beata Tempora", prata da casa, esforçada, treinada, honesta e generosa. Saiu tudo de dentro e com prazer. No Facebook do Sabor da Beira (quem ainda não conhece, que se ponha a caminho https://www.facebook.com/sabor.dabeira/) podem assistir a um autentico repertório testemunhado por diversos vídeos ali publicados. O contágio foi rápido, ao bandolim, ao adufe e à(s) guitarra(s), depressa se juntaram as vozes e se encorparam as cantigas e as modinhas.

Quantos eram? Não sei e também não fui ao jantar para contar espingardas, só para estar com os amigos. E estive. Atrevo-me a dizer, estivemos.

Combinamos para 28 de Janeiro, mais uma jantarada no Olissippo e, mais uma vez, todos estão convocados para comparecer. A seu tempo daremos notícias sobre o nobre evento, que marca mais um ano do Sabor da Beira como espaço de convívio entre ex verbitas e as suas famílias, que aproveito para convidar e para abrilhantar, ainda mais, a festa.

Boas Festas!

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Improvável!

Ainda me recordo dos primeiros contactos em Fátima, nos encontros AAVD, e da ideia de "amigo improvável" que tive do Amâncio de Ronfe, tal era a sua espontaneidade, que eu confundia com a sobranceria de alguém "mais velho e iluminado". Durante muito tempo, foi esta a ideia que retive do Amâncio. Até que  deixei de o ver por Fátima e, fisicamente, nunca mais nos cruzámos. 
Nas novas encruzilhadas da vida, quis o destino que nos cruzássemos na improbabilidade do mundo digital, que chega a ser um "mundo muito mau" e, por outro lado, tem algumas coisa boas. O meu reencontro com o Amâncio, foi um desses momento privilegiados que nos tornou mais cúmplices (não me atrevo a dizer amigos porque o Amâncio já não me pode responder) e que nos permitiu conviver, quase diariamente, partilhando o que de mais verbita existia em cada um de nós. Não nos víamos e não falávamos fisicamente mas partilhávamos conversas, pensamentos, discussões, ideias, "birrices", coisas banais do dia-a-dia... que eu chegava a publicar e partilhar, quase religiosamente, na "palavra do dia do meu amigo Amâncio" no meu FB pessoal. Não sei se sabem, mas o Amâncio, no FB, tinha o costume de iniciar as suas "tretas" do dia, com um pensamento e, havia "maduros", onde eu me incluo, que o liam e o partilhavam com muita regularidade com os seus amigos, acrescentando os seus comentários, alimentando, assim, a discussão iniciada pelo Amâncio. E foi assim, durante os últimos anos, o meu relacionamento e a minha cumplicidade com o Amâncio. 
Mas não pensem que esta relação foi ingénua, hoje percorri o perfil do nosso amigo para recordar alguns momentos e deparei-me com alguns factos que eu desconhecia e que me "incomodaram". Alguns amigos meus, liam as minhas partilhas das "palavra do dia do meu amigo Amâncio" e para além de comentarem ou gostarem, tornaram-se seus "amigos" e estavam envolvidos noutras discussões, que eu nunca partilhei, nem conhecia, com o Amâncio. Esta descoberta deixou-me particularmente feliz por ter descoberto esta faceta de excelente comunicador do Amâncio e de ter contribuído para que outros pudessem
desfrutar a sua sagacidade, da clarividência com que "despachava" os temas e as "tretas", com sentido de responsabilidade, com a profundidade q.b. e sobretudo com uma honestidade intelectual de um grande Homem.
Foi um Amâncio "digital", diferente, aquele com quem convivi nos últimos anos, distante de uma outra personagem que conheci nos textos do Lux Mundi, da ceia dos notivagos, das Assembleias da AAVD de Fátima. Mais descontraído, mais tolerante, sagaz e inteligente.
Foi um privilegio Amâncio e concordo com o escreves no teu livro, Nariz Entupido ou Um Segundo Renascer: “Diz-se que estradas rectas e mulheres sem curvas só dão sono. É por isso que estes “percalços” nos vão mantendo vivos e sem o nariz entupido para continuarmos a rabiar.
…Vou reinventar-me e tudo fazer para jamais ter o nariztupido da historieta”.
Reinvente-mo-nos pois... dando à tua "partida" o mesmo sentido da proposta que nos fazes.
Até sempre Amâncio!

domingo, 22 de novembro de 2015

O PACTO DAS CATACUMBAS


Sinopse:
No dia 16 de novembro de 1965, quando o Concílio Vaticano II já se aproximava do fim, 40 bispos reuniram-se nas catacumbas de Santa Domitila, em Roma, para celebrar a Eucaristia e assinar um documento em que expressavam o seu compromisso pessoal com os ideais do Concílio: viver um estilo de vida simples e a exercer o seu ministério pastoral de acordo com critérios evangélicos. O Pacto das Catacumbas é, sem dúvida, um compromisso pessoal de cada um daqueles bispos, mas é também, simultaneamente, um desafio para toda a Igreja e um instrumento para aferir a sua fidelidade ao Evangelho. 

Para compreender este gesto é necessário recuar três anos antes, ao momento em que se constituiu o chamado grupo «Igreja dos pobres», na sequência do apelo radiofónico de João XXIII: «Perante os países subdesenvolvidos, a Igreja mostra-se como aquilo que ela é e quer ser: a Igreja de todos e, sobretudo, a Igreja dos pobres» (Mensagem de 11 de setembro de 1962). Até ao fim do Concílio, o grupo reúne-se quase semanalmente para refletir sobre o que acontecia nas assembleias plenárias à luz do tema «Igreja dos pobres». E, a algumas semanas do fim dos trabalhos conciliares, «viveu a dor de ver que os pobres, como sempre, eram esquecidos» (Bárbara Bucker). 

Dessa dor brotou uma proposta de vida pobre entre os pobres, ao estilo de Jesus de Nazaré: o Pacto das Catacumbas. 

«Quando os bispos do Pacto das Catacumbas constatam que os pobres não são o centro de projetos para o futuro, sentem com dor a separação entre uma Igreja adaptada aos tempos modernos, mas longe de iniciar a aventura da fraternidade que Jesus começou no meio dos Título: O PACTO DAS CATACUMBAS Subtítulo: A missão dos pobres na Igreja Coordenadores: Xabier Pikaza | José Antunes da Silva Coleção: Igreja no Tempo Editora: Paulinas Editora Páginas: 248 Formato: 14x1,7x21 PVP: 15,00€ CB: 5603658174281 ISBN: 9789896734916 1ª Edição: 16 de novembro de 2015 Paulinas Editora R. Francisco Salgado Zenha, n.º 11 2685-332 Prior Velho Tel.: 219 405 640 Fax: 219 405 649 Tm: 962 139 055 e-mail: carlos.rito@paulinas.pt pobres. [...] A modernidade afetou a história da humanidade. A Igreja, porém, teve mais cuidado em responder aos desafios do mundo moderno do que em dar os sinais do Reino. Eram tempos de grandes mudanças a nível das ciências e das técnicas, com um extraordinário desenvolvimento da inteligência no domínio objetivo das coisas. A invasão de carácter tecnológico levou a uma coisificação do ser humano associada ao esquecimento da ética como base das relações humanas, desde o dinheiro para a missão até às alianças com o poder económico» (Bárbara Bucker). 

«Na América Latina, os cristãos empenhados na Igreja e na sociedade em perspetiva libertadora constaram logo que a relevância do Pacto das Catacumbas estava não só no teor de suas resoluções, como também em sua metáfora. No "regresso às fontes" do Vaticano II, os signatários do Pacto resgatavam a Igreja perseguida das "catacumbas", mas, ao mesmo tempo, faziam das catacumbas uma metáfora viva, expressão da Igreja profética, regada pelo sangue de milhares de mártires, derramado na fidelidade a "uma Igreja pobre e para os pobres, para ser a Igreja de todos". A exemplo dos primeiros cristãos, que haviam feito das catacumbas lugar de resistência à perseguição, a Igreja na América Latina, engendrada na tradição libertadora de Medellín, de forma dramática, logo faria a experiência, na própria carne, que "a libertação é um ideal não dos vencedores, mas dos vencidos; um movimento de resistência no exílio" (L. Boff)» (Agenor Brighenti). 

«Na carta que escreveu recentemente a todos os consagrados, o papa Francisco diz que olhar para o passado é também uma maneira de tomar consciência do modo como temos vivido o nosso carisma através dos tempos, e permite-nos "descobrir incoerências, fruto das fraquezas humanas, e talvez mesmo qualquer esquecimento de alguns aspetos essenciais do carisma. Tudo é instrutivo, tornando-se simultaneamente apelo à conversão". Francisco sonha com uma Igreja pobre ao serviço dos pobres e apresenta os pobres como a chave hermenêutica para compreender a missão da Igreja. Se a Igreja se esquecer dos pobres perde credibilidade e os critérios-chave de sua autenticidade e autoridade» (José A. da Silva).