terça-feira, 11 de outubro de 2011

FALECEU O NOSSO QUERIDO AMIGO CARLOS ROCHA - "O Rocha de Pêraboa"


A notícia caiu de choque através da nota do Tó Natário. Fui indagar e é mesmo assim, faleceu hoje o nosso querido amigo 

Para toda a família, este grupo de amigos, junta-se na dor deste momento e acredita que o Carlos ficará para sempre entre nós, recordado como o bom amigo, o da palavra certa, na hora certa e está num lugar junto do Pai.

 Descansa em paz Carlos. As nossa orações e os nossos pensamentos vão para ti e para a tua família.

Mais uma actualização da Rádio Caria do infeliz desfecho que vitimou o nosso amigo.

domingo, 18 de setembro de 2011

Encontro 29 de Outubro - TORTOSENDO 2011

Em fase de preparação está já o novo encontro do Tortosendo. Um marco anual na vida de todos os ex. verbitas e verbitas da casa mãe do Verbo Divino em Portugal em terras beirãs.

Fica por enquanto a notícia de mais um arranque e algumas indicações para as inscrições, que poderão ser as que melhor funcionaram para todos estarem presentes. Para os que têm a net como um elo de ligação, a ligação através da página do Facebook, facilita os organizadores e funciona como um excelente meio de contacto, para além do Blog Sabor da Beira, que como já é hábito dará todo o apoio a esta iniciativa. Também no Sabor da Beira iremos dando novas informações na medida em que se justificarem.

Para já apelamos à inscrição de todos aqui...

Será que vamos ter o tradicional concurso de jeropigas?
Os produtores que tragam as garrafas para as provas do "famoso" júri!
Os regulamentos mantêm-se iguais aos dos anos anteriores.

Saudações Verbitas


TORTOSENDO 2010, foi assim!...




obs: A Organização agradece que façam chegar todas as correcções necessárias para a actualização da Lista: eg. número de participantes por antigo aluno.
Podem utilizar, para o efeito,  a caixa de mensagens rápidas do lado direito do blog.


segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Padre António Manuel Batista Lopes nomeado Diretor das Obras Missionárias Pontifícias


Evangelização: Congresso nacional e Carta Pastoral marcaram última década das Obras Missionárias Pontifícias

Padre Durães Barbosa avalia onze anos na direção de organismo nacional dependente do Vaticano

Lisboa, 08 set 2011 (Ecclesia) – O Congresso Missionário Nacional, em 2008, e a Carta Pastoral do episcopado sobre as missões, em 2010, marcaram “uma linha de rumo para o futuro” da Igreja Católica em Portugal, nomeadamente quanto ao envolvimento dos bispos na missionação.
Após o termo do segundo mandato como diretor das Obras Missionárias Pontifícias (OMP), o padre Manuel Durães Barbosa disse à ECCLESIA que o congresso, onde ficou vincado que “a dimensão missionária faz parte do ser cristão”, foi a “única ocasião” em que viu “interessados” os bispos, institutos missionários e leigos.
Dois anos mais tarde o episcopado publicou a Carta Pastoral ‘Para um rosto missionário da Igreja em Portugal’, documento que para o sacerdote “implica a responsabilidade dos senhores bispos no sentido de dinamizarem tudo o que vem para o futuro, sobretudo a criação dos centros missionários diocesanos e a implantação dos centros paroquiais”.


Quando o padre Durães Barbosa tomou posse, há cerca de 11 anos, a OMP “não era conhecida em Portugal”, pelo que a primeira prioridade foi fazer com que este organismo dependente do Vaticano “fosse conhecido” e se tornasse o “órgão coordenador de todo o esforço feito pelo institutos missionários”.
O antigo responsável considera que este objetivo foi atingido “em parte” mas o padre Tony Neves, diretor do Departamento de Animação Missionária do Patriarcado de Lisboa, assinala que um dos “grandes méritos” da anterior direção foi tentar estabelecer uma “coordenação muito efetiva” entre institutos religiosos, dioceses e movimentos.
O padre Durães Barbosa, que também é secretário da Comissão Episcopal das Missões,  tentou igualmente que os responsáveis pela animação missionária nas dioceses tivessem uma “equipa plural que reunisse leigos, sacerdotes e institutos”, o que só foi concretizado a “100 por cento” em alguns locais.
Para o padre Tony Neves, estas estruturas podem ser veículo de transmissão do dinamismo missionário se conseguirem ter influência nos organismos mais próximos dos fiéis, como as vigararias.
“A missão só pode aparecer no quadro da diocese se se manifestar no âmbito mais pequeno. Se não chegarmos próximo daqueles que estão no terreno e ficarmos só em documentos largos e teorias muito gerais, então não funciona”, salientou.
De 16 a 18 de setembro realizam-se em Fátima as Jornadas Missionárias, sob o tema “Voluntariado e missão”, e durante o próximo mês a OMP organiza o tradicional “outubro Missionário”.
As Obras Missionárias Pontifícias prepararam um documento de 80 páginas, enviado a todas as paróquias e disponível na internet, com guiões para celebrações da via-sacra, vigília e meditações para a oração mariana do Rosário.
O caderno contém comentários às leituras proclamadas nas missas dominicais, reflexões sobre o Ano Europeu do Voluntariado e a evocação dos 25 anos do encontro que o Papa João Paulo II teve na cidade italiana de Assis com líderes religiosos de todo o mundo.
O padre Durães Barbosa, da congregação dos Missionários do Espírito Santo, passou o testemunho de diretor da OMP ao padre António Manuel Batista Lopes, nomeado por decreto da Santa Sé.
O religioso do Verbo Divino, natural da Aldeia da Ponte, diocese da Guarda, foi ordenado padre em 1986, tendo partido para o Togo, onde dirigiu o Centro Bíblico de Lomé, capital daquele país africano, após ter estudado Sagrada Escritura em Paris.
PTE/RM
Mais....

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Viagem ao Minho

José Teodoro Prata

Estávamos em Maio, nos inícios do mês, pelo tamanho dos rebentos das videiras. Mas comecemos pelo princípio.
O ano lectivo de 1971-72 foi o da grande renovação, no Seminário do Tortosendo. E uma das mais importantes alterações foi a dispensa da “camisa de noite”, que nos escondia as vergonhas, ao mudarmos de roupa, à noite e de manhã. Um dia, ao deitar, o P.e Felgueiras gozou com a nossa falta de coragem, para dispensar aquela garantia de privacidade. O Maurício foi o primeiro e nós rimos nervosos, da nossa vergonha, pois dele, o corpo era igual ao nosso.
E vieram outras mudanças, todas boas. Uma delas foi uma viagem ao Minho, para o nosso 8.º ano. Eu já fora à Figueira da Foz, na Primária, e à barragem de Idanha, no Seminário. Mas esta viagem superava-as: demorava dias e era muito mais longe. Acompanhou-nos o Pe. José Vaz, reitor, o P.e José Prata, o músico e fotógrafo de serviço, e o P.e Felgueiras, como anfitrião.
O almoço foi já em Lamego: papossecos, ovos cozidos e um frango assado para três (frango avantajado, não daqueles quase acabados de nascer que agora se vendem nas churrasqueiras). A barriga ficou cheia, mas deixámos logo metade na escadaria da Nossa Senhora dos Remédios. Ao anoitecer, pelas voltas do Marão, já ia furado com fome. Vendo-me naquele estado, um amigo puxou-me para o seu banco e mostrou-me dois ovos cozidos, em boa hora guardados no bolso, para uma aflição. Um para cada um, um banquete.
Em Amarante, alguém tentou comprar uma garrafa de vinho verde, mas o P.e Prata estragou o negócio. E, muitas centenas de curvas depois, chegámos ao Seminário de Guimarães, já noite cerrada. De manhã, visita ao berço da nação, como os do norte gostam de dizer. Depois, Braga e sobretudo o almoço (lanche?) em casa da mãe do Pe. Felgueiras. Broa, presunto, vinho verde tinto bebido em malgas. Ainda hoje sinto o sabor, aquele aroma, um travo amargo…
Dormimos novamente em Guimarães e, no regresso, passámos pelo Porto. Depois, nova maratona até ao Tortosendo.
Nesta viagem, ainda uma terceira coisa me marcou, além do ovo cozido, no Marão, e do vinho verde, na mãe do P.e Felgueiras: as videiras altas, embarradas em árvores e postes de cimento. Qualquer vereda ou pátio estava coberto por uma latada, a aproveitar no ar o que não se podia produzir no chão. E o verde, tudo verde.

Cheios de fome, antes do banquete.
Da esquerda para a direita: Maurício (Ferro), Mário Martins Antunes (Nave Sabugal), Carlos Marques (S. Vicente da Beira), Carlos Bizarro (Teixoso), Ricardo (Três Povos), Paula (? - Beira Alta), Ramos Silva (Vale de Espinho), Virgílio (Peso), Zé Augusto (S. Vicente da Beira), Vasco (Belmonte), Torres (Fundão), Chico Barroso (S. Vicente da Beira) e Zé Teodoro (S. Vicente da Beira).


Em casa da mãe do Pe. Felgueiras, já reconfortados. Juro que só nos deram uma malga de vinho verde!
Grupo da esquerda: Pe. Vaz, Chico Barroso, Zé Eduardo (Maçaínhas), Zé Teodoro, Torres, Ricardo, Bizarro (Teixoso), Casalta (Aldeia da Ponte) e Carlos Verso (Ferro).
Ao centro: Pe. Felgueiras, com sua mãe, irmão e outros familiares; Maurício, Vicente Proença (Peso) e Manel Augusto (Aldeia da Ponte).
À direita: João Rente (Estreito), Zé Antunes (Maxial do Campo), Pires (Lisboa), Cerejo (Três Povos), Zé António (Rochas de Baixo), Virgílio, Paula e Zé Augusto.
Nas fotos que tenho, não encontro o actual fotógrafo Elísio Gama (Maxial da Ladeira). Não terá participado na viagem ou ainda não gostava de fotografia?
Por exclusão de partes, o fotógrafo é o P.e Prata.

Nota: Agradeço ao Francisco Barroso e ao José Antunes a ajuda na identificação de alguns colegas.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Abstive-me...


JOSE DE JESUS AMARO

É isso: abstive-me! Apesar de me sentir incomodado com o modo como as pessoas reagiam, quando lhes dizia que era isso que iria fazer. E foi o que fiz. E não tenho remorsos ou má consciência de qualquer espécie nem me sinto um cidadão menos consciente do que aqueles que votaram, independentemente em quem tenham votado ou se optaram pelo nulo ou branco.
E abstive-me porque não acredito na bondade dos partidos, enquanto organizações capazes de alterar o estado de coisas em que nos encontramos, e muito menos acredito que eles as queiram mudar.
Veio o FMI? Veio! Veio a UE? Veio! Veio o BCE? Veio! E que venham muitos mais ainda. Quantos quiserem vir. A mim não me incomodam nada! Vieram e fizeram o que devia ser feito? Não sei... eu não tenho capacidade para ajuizar! Fizeram bem o seu trabalho? Espero que sim! Vão-nos ajudar? Não acredito! Melhor: darão algo em troca de algo, porque essas instituições não têm como objectivo/função ajudar alguém e muito menos os pobres.
O regime é irreformável? É! Ele diz querer regenerar-se, mas não se reforma, porque a sua essência é mesmo essa: ter poder, conquistar poder, se o não tem, e combater o poder, conforme as circunstâncias!
As injustiças vão continuar, apesar dos discursos crocodilóides, de muitos dos que nunca se interessaram pelos pobres a não ser nas campanhas eleitorais. As reformas chorudas de alguns vão continuar? Mas alguém duvida disso? Os impolutos que recebem várias vão continuar a recebê-las? Pois, claro! As “corporações” profissionais vão continuar a alimentar e a reclamar não só os que têm, mas ainda mais privilégios? Claramente, claro!
Assim sendo, como não acredito abstive-me. E isso resolve alguma coisa? Não! Mas eu também não quero resolver nada. Quem se candidata e promete é que deve resolver! Nem eu quero dizer aos que se candidatam o que devem ou não fazer (moralismo!).
Eu não acredito na democracia representativa? Não! Eu não conheço os que me representam. Nem o que são, nem o que fazem, e muito menos os méritos que têm para me representar... (que não são precisos muitos). Gostava de uma democracia participativa? Gostava! A qual não só cultivasse como potenciasse as diferenças como riqueza e como desafio à harmonia entre desiguais. É claro que ainda não chegou, nem vai chegar tão cedo! Mas ela é o futuro...
O dever cívico de votar? Quem o inventou? Os que antes achavam que o voto era direito só de alguns? Provavelmente, não! Os partidos políticos? Talvez! Até lhes dava jeito...
E, já agora: gosto de ouvir as autoridades (padres e bispos) da igreja católica lembrarem esse dever aos cidadãos (penso que ainda não penalizam o seu não cumprimento com pecado ou excomunhão). Se é tão bom e tão importante porque não o introduzem nas suas práticas? JJ-A