E, ambos os estados são úteis e complementares. Conseguimos defini-los pelas sensações, pelo estado de espírito que nos proporcionam, pela sua escassez ou pelo seu excesso. Mas são distintos e indissociáveis.
Venho assistindo a uma lenta e progressiva tentativa para seccionar a “nossa ideia” de nos juntarmos de vez em quando, debaixo de um único principio: “Sem pretensões, sem responsabilidades colectivas, mas com a consciência individual de que todas as coisas se fazem, apenas, se cada um se empenhar!”. E, porque é apenas isto que me move, sinto que é altura de clarificar.
Debaixo deste princípio, totalmente personalista, quem participa, fá-lo pelo apelo livre da sua consciência, independentemente dos motivos. Criou-se, com esta dinâmica, um movimento de sentido indefinido onde alguns espíritos gostam de “vaguear” e, simultaneamente, uma responsabilidade individual, sem a qual este “espaço” se some. Umas vezes, a coisa corre bem, outras, corre melhor e outras ainda, nem por isso!
Debaixo deste princípio, totalmente personalista, quem participa, fá-lo pelo apelo livre da sua consciência, independentemente dos motivos. Criou-se, com esta dinâmica, um movimento de sentido indefinido onde alguns espíritos gostam de “vaguear” e, simultaneamente, uma responsabilidade individual, sem a qual este “espaço” se some. Umas vezes, a coisa corre bem, outras, corre melhor e outras ainda, nem por isso!
É verdade, que deste “quase limbo” já temos descido, em diferentes ocasiões, à terra e conseguimos, fisicamente, dar aquele abraço ao colega de ano que não víamos à muitos anos, ver caras novas em todos os eventos e estar juntos, uma mão cheia de vezes, no último ano.
Já lhe ouvi chamar, “tertúlia lisboeta”, “tertúlia gastronómica lisboeta”, “tertúlia beirã de Lisboa” (...), geralmente com a sigla aavd, antes ou depois do epíteto. Vejo, nestas referencias, um rasgo seccionista, tentando colar a “nossa ideia” à aavd. Voltando ao domínio dos elementos, do sol e da chuva, que são distintos, embora indissociáveis e onde não podemos mudar as sensações individuais apreendidas pois, os gostos variam, temos um pouco de tudo! Eu, por exemplo, sou membro da aavd e reconheço nas delegações regionais, os seus braços, membros desse corpo, um papel específico em cada região. Isto, para concluir, que a “nossa ideia” não nasceu para ser subsector regionalista de nenhuma outra, nem para ocupar o seu espaço, dissipando-se, depois, nele.
Surgiu, simplesmente, para congregar espíritos “vagabundos” que sentem que "num dia" da sua história comungaram dos mesmos valores, dos mesmos princípios, dos mesmos códigos de amizade e de Ética e os querem reatar, para os reviver, para os preservar e para os continuar a transmitir!
Por um motivo ou por outro, há alguns desses espíritos que não se revêem em corpos mais formais, com estruturas rígidas, hierarquizadas e comprometidas. Por isso, vagueiam por aí à espera de um espaço. E, muito mais espaços existem e existirão, para além deste, porque a “nossa ideia”, imperfeita e caótica, não os reune todos, nem tem esse compromisso!
Sugerir que a “nossa ideia”, porque congrega alguns desses “espíritos”, é uma excelente ponto de partida para “tomar em mãos as rédeas da aavd” é uma forma de a dissipar. Aceitar o repto significa o afastamento total do principio com que me identifico, formulado no parágrafo segundo deste escrito e significaria aceitar, que o sol e a chuva, embora diferentes e indissociáveis, são, afinal, o mesmo!

