Um pormenor da Sala, com um representante da Cova da Beira e excelente "cantador" , como mais tarde se viria a revelar, em primeiro plano e o Ismael ao lado do Pde. Jerónimo, mais ao fundo.
O Zé Canhoto numa explicação muito concentrada do "dito cujo"!
O Aníbal Antão e o Licínio já preparados para a fase seguinte! Mal imaginariam o que seria...
Afinal, contrariamente ao que todos pensavam, os "vapores" não o afastaram e a prova é inequívoca. Embora com uma tentativa de se camuflar, por detrás dos longos cabelos do Zé, não o conseguiu totalmente. Nem com esta manobra de diversão, conseguiu escapar à irrefutabilidade da câmara que fixou o momento! Ainda por cima de copo na mão! O nariz não engana.
Estou de minutos contados. Vou escolher o primeiro ponto de encontro, a Madeirã, onde o Paulo Urbano, providenciou uma visita à Destilaria do Senhor Paulo Silva.
Um primeiro reencontro de sorrisos, do tipo, olha o..., dedo em riste, tu és?.... o...! Atento a tudo isto, no seu polar castanho que o protegia do frio, apesar dos primeiros raios de sol, que já aqueciam os "verdes ares" da serra do Moradal, estava o Senhor Paulo Silva, proprietário da Destilaria.
Paciente, aguardou que se matassem as saudades e se aquecesse com umas boas palmadas nas costas a distância que os anos e o espaço cuidaram de criar entre, quase, todos nós.
Depois de entrar, não tive dúvidas, estávamos na presença de um projecto que tinha sido construído por alguém, que tem mais objectivos do que a simples produção. Cada recanto, tem uma estória, um pedaço do seu criador. E, isso, faz toda a diferença!
Uma autentica oficina de "alquimia", onde se descarrega o fruto que após demorado processo, acaba gota-a-gota, engarrafado pela mão do Mestre, uma após outra, para nosso deleite e o brinde especial, que cada ocasião exige. A famosa "Aguardente Medronheira da Madeirã!
Desde o Bolo de Mel, com que nos brindou, para acompanhar o "mata-bicho", para os mais corajosos, às explicações e respostas que deu sobre todo o processo produtivo do fabrico da famosa Medronheira, onde cada gota tem a mão do mestre, a simplicidade, a simpatia e amabilidade com que nos recebeu são inesquecíveis!
Com o contributo inexcedível do nosso caro colega António Pinto, podemos já avançar com a lista de presenças no almoço de Oleiros.
Foi bom ver, que na mão de todos os presentes, ainda se conserva aquele pequeno vaso em que um dia pegámos! Aquele, que contém a planta mais sensível da natureza, a mais quebradiça, a menos resistente de todas as que conheço. Não sei, se quem esteve presente reparou, mas à medida que o número de presentes aumentava, aquelas plantas de folhas mais amarelecidas e descaídas, começavam a ficar viçosas, cada vez mais viçosas... atingindo uma coloração de um verde, que fazia lembrar a esperança. A planta, a que se dá o nome de amizade, (re)vive na presença e proximidade de outras da mesma espécie e só sobrevive nestas condições.
Foi, portanto, um dia em cheio para alimentar a amizade. Conseguimos reunir, no centro do país, umas dezenas de possuidores desta rara planta, que voltaram a dar-lhe o seu alimento favorito, com mais consistência, proximidade, alegria e solidariedade!
Soube a pouco!...Em Março, voltaremos a reunir-nos em Lisboa!
O "Mordomo" da Beira, o nosso José Eduardo, lembrou, de viva voz, que o último sábado de Outubro de 2010, volta a ter um "Sabor" especial na "Beira", com o Encontro Regional Anual do Tortosendo!
Oportunidades não vão faltar para alimentar "essa" planta da amazidade, basta que "cada um" o queira!